O uso das chamadas canetas emagrecedoras (semaglutida) no Sistema Único de Saúde (SUS) deixará de ser um item de alto custo restrito à rede privada para se tornar uma política pública de saúde no Brasil. A declaração foi dada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em bate-papo virtual realizado com veículos de imprensa do estado de São Paulo, incluindo o Nova Imprensa.
Durante a sabatina, o ministro detalhou a estratégia do Governo Federal para incorporar o medicamento na rede pública e respondeu a questionamentos sobre as medidas para aliviar a sobrecarga no atendimento das cidades do Litoral Norte durante os períodos de alta temporada.
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Quebra de patente e redução de 70% no preço
De acordo com o ministro, a inclusão do medicamento no SUS tornou-se viável após o término da patente e a convocação de empresas nacionais e internacionais para fabricar o produto no país. A medida gerou uma concorrência que reduziu o preço comercial nas farmácias em cerca de 70%.
“Caneta emagrecedora vai deixar de ser coisa só para ricos no Brasil. A obesidade para nós não é uma questão estética, mas uma doença complexa associada a problemas cardiovasculares, cirurgias bariátricas e complicações ortopédicas. O Ministério da Saúde já encaminhou à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) o pedido de incorporação para todos os casos em que haja evidência científica de benefício para o paciente e para o sistema”, afirmou Padilha.
A medicação já começou a ser utilizada experimentalmente em hospitais do Ministério da Saúde para pacientes que aguardam cirurgia bariátrica ou possuem complicações cardíacas. A pasta também estuda estender a indicação para mulheres em tratamento contra o câncer de mama, com o objetivo de reduzir o risco de recidiva do tumor.
Verba suplementar e reforço de Urgência para o Litoral Norte
A respeito da pressão sobre a rede pública de saúde nas cidades litorâneas durante o verão e feriados prolongados, Alexandre Padilha explicou que o Ministério da Saúde disponibiliza mecanismos específicos para atender os municípios turísticos. Um deles é a inclusão da população flutuante, onde a contagem temporária de visitantes passou a integrar os critérios técnicos para envio e renovação de frota de ambulâncias do SAMU 192 e para a liberação de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h). Há também o repasse suplementar de custeio, pelo qual as prefeituras do Litoral Norte podem solicitar recursos federais adicionais de custeio por meio de portaria específica, garantindo verba extra para reforço de equipes médicas, plantões e insumos nos pronto-socorros antes do início da alta temporada.
Além dos recursos para a sazonalidade, o ministro ressaltou que São Paulo recebeu mais de 700 novas ambulâncias para o SAMU, investimentos para a atenção primária e ampliação das carretas móveis de especialidades do programa ‘Agora Tem Especialistas’.

