A juíza da 2ª Vara Criminal de Ubatuba que negou o pedido de prisão temporária para o homem que confessou ter matado a jovem Sarah Picolotto dos Santos, de 20 anos, justificou sua decisão. Ela disse que se apoiou na atitude colaborativa do suspeito em se entregar e que ele não representa um risco para as investigações. Na segunda-feira (18), o Ministério Público recorreu da decisão e a prisão foi decretada nesta terça (19).
O autor do crime, identificado como A.N.S., de 24 anos, procurou a Polícia Civil na última sexta-feira (15), confessou o homicídio e acabou liberado no mesmo dia. Ele levou os policias para o trecho de mata onde havia escondido o corpo, no bairro Rio Escuro, e contou que conheceu a jovem em uma adega da região. Na ocasião, ele e mais quatro homens teriam abusado da vítima alcoolizada. Depois, ele a convidou para sua casa e, após ela ter dito algo que o enfureceu, e que ele não se recordaria, a enforcou até a morte. O criminoso ainda a arrastou nua para o mato, próximo a uma cachoeira, e tentou ocultar o cadáver jogando folhas por cima. Entenda o caso aqui.
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O pai de Sarah desabafa
Sarah, que morava em Jundiaí, interior paulista, trabalhava com body piercing. Segundo o pai, Leonardo Grego, ela era uma “menina maravilhosa”, apesar de ter seus “vícios”.
O pai, que ficou frente a frente com o assassino na delegacia, usou as redes sociais para desabafar sobre a dor que a família está sentindo. “Ele não sabe a dor que minha casa está passando, e nem a brutalidade que fizeram com minha filha”, publicou.
Em entrevista à TV TEM, ele expressou seu medo e sua angústia com a liberdade do suspeito. “Onde tá esse assassino agora? Será que ele vai colaborar com a Justiça mesmo? Ou será que alguém vai encobertar, fazer com que ele desapareça, suma?”, questionou, em desabafo. “A vida da minha filha não volta mais”, lamentou.


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