Rancho de caçadores é encontrado às margens da Lagoa Azul

Segundo denúncia, homens estariam realizando caça de animais silvestres em área da Mata Atlântica

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Rancho de caçadores encontrado na Lagoa Azul
Rancho de caçadores encontrado na Lagoa Azul

Um rancho de caçadores foi encontrado às margens da Lagoa Azul pela Polícia Ambiental Terrestre na tarde desta terça-feira (5). Eles chegaram ao local graças a uma denúncia anônima de que homens estariam realizando caça de animais silvestres em área da Mata Atlântica.

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Em seguida, os policiais vasculharam a região da Lagoa Azul, na Praia do Capricórnio, região norte de Caraguatatuba, através de trilhas pela mata. Depois de três horas, o rancho foi encontrado e confirmada sua utilização para caça ilegal.

Entretanto, não havia ninguém no local, apenas pertences como roupas e panelas. Após averiguação, o rancho foi destruído.

Crime ambiental

O rancho era utilizado, conforme informou a Polícia Ambiental, diretamente para crimes ambientais, e estava causando danos para o meio ambiente.

O local onde o rancho de caçadores foi construído é especialmente protegido por órgãos governamentais por ser às margens de um curso d’água e possuir uma vegetação nativa do bioma da Mata Atlântica,uma floresta de transição restinga-encosta, secundária em estágio médio de regeneração.

Posteriormente, a construção não só agravaria dano ambiental na mata e nas espécies abatidas, como poderia levar graves riscos à saúde pública, poluindo as águas da Lagoa Azul.

Os policiais realizaram a destruição da construção, conforme dispõe o artigo 21, parágrafo 4° da resolução Secretaria do Meio Ambiente nº 48/14.

Animal abatido

No final de semana, um tatu-galinha foi encontrado escondido em uma mochila. Ele havia sido abatido próximo à uma cachoeira do bairro Jaraguá, Costa Norte  de São Sebastião.

O tatu-galinha, ou Dasypus novemcinctus, media aproximadamente 60 cm e pesava cerca de cinco quilos.

De acordo com as estatísticas, ele está entre as 10 espécies de mamíferos mais apreendidas pelo IBAMA e precisa ser preservado para que não acabe entrando em extinção.

O acusado responderá em liberdade pelo crime ambiental previsto no artigo 29, da lei federal 9605/98 e infração ambiental de conformidade com o artigo 25 da Resolução da Secretaria do Meio Ambiente nº 48/14.

Leia notícia completa aqui.

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