HISTÓRIA – Patrimônios paisagísticos de nosso litoral

É inegável que nosso litoral se faz privilegiado em cenários idílicos, representados por seu mar generoso, praias de distintas texturas, mata (ainda) exuberante, rios e córregos ora serenos, ora encachoeirados.

No entanto, neste vasto repertório de belezas, alguns elementos se destacam, os chamados patrimônios paisagístico-culturais. São os acidentes da natureza com apropriação cultural (lugares de memória, “encantados”, atribuídos à lendas) ou que exercem forte ação de topofilia (relação afetiva do habitante com o lugar em que vive ou com determinada paisagem).

Temos como exemplos as pedras da Freira e do Jacaré; o Morro de Santo Antônio; o Mirante do Camaroeiro, todos em Caraguatatuba; a Gruta do Bicho, Cachoeira de Toque Toque, Pontal da Cruz (onde dois abricoeiros se entrelaçaram, em memória de uma grande amor), estes em São Sebastião.

Em Ilhabela, o Pico do Baepi e as 365 cachoeiras (uma para cada dia do ano!) e em Ubatuba, o Morro do Corcovado, a Gruta da Sununga, dentre outros.

Tais patrimônios, além de encantar nosso olhar, trazem também sentimentos e alimentam histórias que avós contam a seus netos, em animadas rodas de conversa.

Estes cenários demandam ações de proteção, similares aos tombamentos de edificações históricas, que ofereçam condições de preservação de suas características naturais e a correta utilização pela comunidade.

Em associação com nossa paisagem urbana (tema de uma outra conversa) podem fortalecer nosso sentimento de pertença a este litoral, bem como favorecer as atividades turísticas, nossa maior vocação.

 

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Sobre Clayton Galdino

Graduado em Turismo, especialista em preservação e restauro do patrimônio arquitetônico e urbanístico. Mestre em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Doutorando em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba. Atua com Gestão do Patrimônio Cultural em projetos de licenciamento ambiental.

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