Veículos parados por tempo indeterminado nas ruas de São Sebastião estão na mira das autoridades municipais. O Departamento de Trânsito, vinculado à Secretaria de Segurança Urbana, deflagrou na última quarta-feira (25/02) a operação Cidade Limpa 2026.
A ofensiva busca liberar o espaço público e eliminar graves riscos sanitários gerados por carros esquecidos nas vias.
A largada da operação se concentrou na região central da cidade e no bairro Itatinga, com equipes atuando especificamente nas ruas Antônio Goulart Marmo e Geralda Garcia. A dinâmica da fiscalização ocorre em duas etapas. Inicialmente, os agentes identificam os carros com sinais de deterioração e colam um adesivo de notificação oficial. O proprietário ganha um prazo para remover o bem do local. Se a data limite for ignorada, o guincho entra em cena.
Para que a fiscalização cubra toda a cidade, a gestão municipal pede a ajuda dos moradores. Quem identificar um veículo abandonado no seu bairro pode registrar uma queixa pela Central de Atendimento Online.
Por outro lado, os motoristas que tiveram seus carros rebocados precisam acessar o sistema virtual do departamento de trânsito para quitar as pendências e liberar o automóvel.
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Abandono e dengue
O diretor de Trânsito da cidade, Alexandre Assunção, explica que o impacto desse tipo de abandono vai muito além do prejuízo visual e da desorganização urbana. Segundo ele, é comum encontrar automóveis apodrecendo perto de oficinas e residências, tomados por mato e ferrugem.
Esses esqueletos de metal acabam retendo água da chuva, virando berçários ideais para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Além disso, transformam-se em abrigos escuros para ratos e escorpiões.
A legislação de trânsito é rígida para esses casos. Embora o ato de abandonar o veículo não gere uma multa de trânsito convencional, o resgate do bem pesa no bolso. O dono do carro recolhido assume integralmente a conta da remoção e das diárias do pátio.
Para motos e carros de passeio de até uma tonelada e meia, o desembolso fica em torno de R$ 330. Veículos pesados e grandes reboques geram custos que podem bater a casa dos R$ 700. Até mesmo bicicletas abandonadas são removidas, com taxa inicial de R$ 19,80, mais os dias de estadia.
O amparo legal para a limpeza das ruas está no Código de Trânsito Brasileiro. Enquanto o artigo 279-A autoriza a retirada compulsória das sucatas, o artigo 328 serve de alerta máximo aos proprietários negligentes: veículos que não forem resgatados no prazo estipulado por lei serão avaliados e encaminhados para leilão público.

