O ecossistema do rio Maresias, localizado na Costa Sul de São Sebastião, sofreu um duro golpe ambiental nesta quinta-feira (26/02), com a morte de diversas espécies de peixes e crustáceos.
Segundo a Associação dos Pescadores de Maresias, tudo começou com uma extensa mancha de espuma branca derramada nas águas, seguida pela agonia dos peixes.
O alerta foi dado também acerca do descarte contínuo e irregular de substâncias através de uma tubulação de drenagem situada nas proximidades da ponte do Sirena. Relatos apontam que, poucos minutos após o despejo do material desconhecido os animais começaram a morrer.
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O impacto na biodiversidade do rio foi imediato. Nas margens, foram encontrados sem vida exemplares de robalo, tilápia, bagre, traíra, cará, caratinga, paraty e camarão. Um morador local, que preferiu não se identificar, ressaltou que a prática criminosa é reincidente e que o lançamento de esgoto sem tratamento diretamente no leito do rio já ocorreu outras vezes na mesma região.
Investigação em curso
Diante da gravidade da situação, a Secretaria do Meio Ambiente de São Sebastião confirmou a drástica alteração na qualidade da água e emitiu uma nota oficial sobre o caso. Desde o início da manhã de hoje, equipes de fiscalização e técnicos ambientais realizam uma varredura completa no bairro para rastrear o ponto exato do vazamento.
A força-tarefa inclui registros fotográficos, inspeção de fontes suspeitas de despejo clandestino e uma avaliação rigorosa de todo o sistema de esgotamento sanitário da área.
A operação de vistoria, que engloba a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Maresias, está sendo conduzida de forma articulada com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A administração municipal informou que o monitoramento do rio continuará de forma ininterrupta até que o problema seja sanado e garantiu que todas as medidas legais cabíveis serão aplicadas aos responsáveis pelo crime ambiental.

