Ilhabela deve receber cerca de 250 mil passageiros e tripulantes durante a temporada de cruzeiros 2026/2027. Até o momento, estão confirmadas 61 escalas de navios, com início previsto para 19 de novembro. De acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), o crescimento deve ser de 20% em relação ao período anterior.
A Prefeitura de Ilhabela projeta que o movimento dos cruzeiros injete cerca de R$ 100 milhões na economia da cidade. O dinheiro deve circular em restaurantes, bares, cafés, passeios turísticos, transporte, contratação de guias, comércio de artesanato, roupas e outros serviços.
Entre os destaques para este verão está o MSC Virtuosa, considerado o maior navio da MSC Cruzeiros na temporada brasileira. Ilhabela também terá nove escalas do Buenavista, da Corazul Cruzeiros, que estreia no mercado brasileiro e escolheu o arquipélago como um dos destinos.
Também estão previstas escalas dos navios Costa Serena e MSC Splendida, voltados ao mercado argentino, além de Costa Diadema, MSC Musica, MSC Divina, Seven Seas Mariner, Azamara Journey, Silver Nova, L’Austral e Scenic Eclipse. O número de escalas ainda pode aumentar com a inclusão das chamadas escalas extras, programadas posteriormente pelas companhias marítimas.
Impacto na economia
O impacto dos cruzeiros vai além do desembarque dos passageiros. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizado a pedido da Clia Brasil, na temporada passada cada cruzeirista em cidades de escala gerou um impacto econômico direto, indireto e induzido de R$ 800,98. Em levantamentos realizados pelo município, o gasto direto de cada passageiro de cruzeiro em Ilhabela pode chegar a aproximadamente R$ 400.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Ilhabela, Harry Finger, o crescimento do setor exige preparação para receber os visitantes. “Temos uma estrutura turística consolidada e trabalhamos para oferecer uma boa experiência a quem desembarca em Ilhabela. Investimos na qualificação dos prestadores de serviços e na organização dos atrativos para que esse visitante conheça a cidade, consuma no comércio local e tenha motivos para voltar”, afirmou ele.

