A cineasta, documentarista e produtora cultural Juliana Borges, moradora de Ilhabela, estreou seu primeiro longa-metragem documental, intitulado Mounir, com premiação em São Paulo e indicação para o Festival do Rio. A obra é resultado de uma marcante jornada audiovisual gravada ao longo de uma década, entre 2014 e 2024, acompanhando o protagonista por três continentes: América, África e Europa.
Depois de ter sua estreia mundial no festival Labrff Orlando (EUA) e de levar o principal prêmio na Mostra Ecofalante de Cinema, o maior festival de temas socioambientais da América Latina, em São Paulo, o documentário “Mounir” faz sua estreia no Rio de Janeiro, como parte da programação da 28ª edição do Festival do Rio.
O projeto teve início em 2014, quando o carismático e enigmático imigrante Mounir Ismael, refugiado da República Centro-Africana, abordou Juliana em São Paulo e a convidou para dirigir um filme sobre sua história de vida. A partir desse encontro, a cineasta acompanhou marcos fundamentais da trajetória do protagonista, como a construção de sua família no Brasil, o nascimento de seu primeiro filho e o marcante reencontro com parentes no continente africano após mais de 15 anos de separação.
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Entre a realidade, a reinvenção e o vínculo cênico
Mais do que um biópico sobre o refúgio, MOUNIR explora a própria dinâmica entre o cinema, a fabulação e a amizade. O documentário investiga a relação de cumplicidade transformada pelo tempo entre a diretora e seu personagem, cuja habilidade de narrar a própria existência opera como uma verdadeira estratégia de sobrevivência.
Reconhecido no circuito nacional de festivais, o filme já coleciona premiações de destaque, incluindo o prêmio de Melhor Longa-Metragem na Mostra Ecofalante de Cinema, e integra seleções oficiais de mostras de cinema em São Paulo e festivais regionais.


