Período de chuvas deixa o Litoral Norte com 25 praias impróprias para banho

A sequência de dias chuvosos e o aumento do volume pluviométrico no Litoral Norte refletiram diretamente na qualidade das águas das praias da região. Segundo o mais recente boletim de balneabilidade divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), 25 praias foram classificadas como impróprias para banho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24).

Apesar de 73 pontos manterem a bandeira verde na região, o alerta de bandeira vermelha exige atenção dos frequentadores. As praias que devem ser evitadas no fim de semana em Caraguatatuba são: Cocanha, Martim de Sá, Prainha, Centro e Indaiá.  Já em São Sebastião, estão impróprias a Prainha, São Francisco, Arrastão, Pontal da Cruz, Deserta, Porto Grande, Preta do Norte, Boraceia (Norte) e Boraceia (Rua Cubatão). Em Ilhabela, Armação, Sino, Siriúba, Itaquanduba e Praia Grande estão com bandeira vermelha. Em Ubatuba, Rio Itamambuca, Itaguá, Enseada, Perequê-Mirim, Lázaro e Sapé.

Especialistas e técnicos da Cetesb recomendam que os banhistas evitem entrar no mar por pelo menos 24 a 48 horas após episódios de chuva intensa, mesmo em praias classificadas como próprias durante o monitoramento rotineiro. Além disso, é fundamental evitar o banho em canais, saídas de galerias de água da chuva e próximo à foz de rios.

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Contaminação da água

A contaminação acontece quando a chuva carrega lixo urbano acumulado nas vias, lava terrenos e sobrecarrega as redes de drenagem pluviométrica. Em locais com ligações clandestinas ou com o rompimento da foz de rios e canais, águas poluídas e com alta carga bacteriana chegam diretamente à zona de arrebentação onde turistas e moradores costumam se banhar.

O contato ou a ingestão involuntária de água contaminada por esgoto e efluentes urbanos expõe o organismo a diversos agentes patogênicos (bactérias, vírus e parasitas). Entre as principais doenças associadas ao banho em locais impróprios estão a gastroenterite, hepatite A, leptospirose, micoses, conjuntivite e infecções de pele e ouvido.

Especialistas e técnicos da Cetesb recomendam que os banhistas evitem entrar no mar por pelo menos 24 a 48 horas após episódios de chuva intensa, mesmo em praias classificadas como próprias durante o monitoramento rotineiro. Além disso, é fundamental evitar o banho em canais, saídas de galerias de água da chuva e próximo à foz de rios.

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