Três jovens viram réus por morte de motociclista perseguido em Caraguatatuba

A Justiça acatou o pedido do Ministério Público e tornou réus três jovens pelo crime de homicídio qualificado contra o motociclista Carlos Natã Azevedo de Moraes, de 21 anos. A decisão marca um novo capítulo na investigação do caso ocorrido na madrugada do feriado de 21 de abril, na Avenida Geraldo Nogueira da Silva, região central de Caraguatatuba. O trio estava no carro que perseguiu a vítima e, por isso, passa a responder formalmente na esfera criminal. Entenda o caso aqui.

A perseguição contra o motociclista

 

O trágico desfecho teve início após um desentendimento em uma adega localizada na região central do município. Segundo os levantamentos da Polícia Civil, a vítima teria se envolvido em uma confusão com os ocupantes de um veículo de passeio que também estavam no estabelecimento comercial .

Testemunhas relataram que o motorista do carro já havia tentado atingir o rapaz durante a briga, mas foi contido por pessoas ao redor. Ao tentar ir embora do local em sua motocicleta, o jovem passou a ser caçado em alta velocidade pelo automóvel.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que, durante a fuga desesperada, Carlos Natã perde o controle e colide violentamente contra a traseira de uma van que estava parada.

 

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O impacto do acidente foi tão severo que o motociclista não resistiu aos múltiplos ferimentos e faleceu antes mesmo de ser socorrido pelas equipes de resgate, que constataram o óbito ainda no local da batida.

Dos três acusados de participação no homicídio qualificado, o motorista Henzo Henrique Oliveira, 19 anos, foi detido em flagrante logo após o crime. Durante a audiência de custódia, ele negou ter perseguido a vítima e rejeitou qualquer responsabilidade pelo acidente fatal.

No entanto, o juiz responsável analisou os indícios, os depoimentos das testemunhas e as provas em vídeo reunidas no inquérito, decidindo converter a prisão em preventiva, mantendo-o detido.  Os outros dois réus ganharam o direito de responder ao processo judicial em liberdade.

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