Acidente de lancha que matou servidor completa 6 meses sem conclusão

A Polícia e a Marinha ainda não concluíram os inquéritos que apuram o acidente que resultou na morte do agente de endemias, Luiz Fernando Ribeiro, conhecido como Butica. Ele estava em uma lancha, de pequeno porte, no canal de São Sebastião, quando foi atingido por outra embarcação.

O acidente completou seis meses, neste domingo (11), sem que o condutor da lancha maior tenha sido identificado.

A reportagem foi ao 1º DP, na última quinta-feira (8), onde conversou com o delegado Carlos Eduardo Gomes. Ele contou ter feito diligências nas marinas de “todo o litoral”, e lamentou que a maioria delas não tenha registros de saída e retorno das embarcações.

O delegado garantiu que a polícia está empenhada na elucidação dos fatos, mas não estipulou prazo para conclusão do inquérito. Quando for identificado, o condutor deve ser indiciado por omissão de socorro.

No início da entrevista, Gomes se mostrou incomodado com a exploração política que, segundo ele, tem sido feita sobre o caso.

A reportagem procurou também a Marinha, que faz uma investigação paralela, por meio da Delegacia da Capitania dos Portos, mas não obteve resposta. O delegado André Luis Castelo, durante entrevista à rádio Ilhabela FM, no mês passado, se referiu ao acidente como uma “fatalidade”.

Na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Wagner Teixeira se manifestou a respeito. “Precisamos fazer justiça em São Sebastião. Quem matou o Butica?”, perguntou Wagner. “Ninguém nessa cidade é maior que a lei. Tem que ser condenado e preso”, declarou o vereador, que reiterou a cobrança na última terça (6).

O ex-prefeito Juan, em suas lives semanais, também tem questionado a morosidade dos inquéritos. “Não é corriqueiro que demore tanto tempo pra se chegar a uma conclusão. As coisas estão apontando muito claramente pra dentro do núcleo do poder em São Sebastião”, suspeita Juan.

Para cobrar as autoridades, o irmão de Butica pretende reunir familiares e amigos em uma manifestação, na próxima sessão da Câmara. “Acho que não está tão difícil achar os responsáveis pela morte do meu irmão. Só que está muito devagar”, disse Víctor Mariano.

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