Litoral Norte confirma primeiro caso de varíola dos macacos

O primeiro caso de varíola os macacos chegou ao Litoral Norte, registrado na cidade de Ubatuba e confirmado pela prefeitura nesta terça-feira (9). O paciente é um homem na faixa dos 20 anos de idade, morador do município.

Ele buscou por atendimento em uma unidade de saúde no dia 1º de agosto e fez o exame, que comprovou o diagnóstico. O paciente passou por avaliação médica e não precisou de internação. Ele segue em isolamento social em sua residência, com acompanhamento das equipes de saúde da cidade.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, ele contraiu a doença em uma viagem recente para outra cidade do estado de São Paulo.

Varíola dos macacos

A OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou em julho que a varíola dos macacos é uma emergência sanitária global. Com mais de 16 mil casos em 75 países, a doença provocou pelo menos cinco mortes.

O Brasil já confirmou 2.132 casos, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. O estado de São Paulo predomina a lista com 1.579 diagnósticos positivos, o que representa mais da metade dos pacientes, seguido do Rio de Janeiro, com 238 confirmações. Até o momento, 20 estados e o Distrito Federal já contam com registros da doença.

A varíola dos macacos é uma doença transmitida pelo vírus monkeypox, com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja clinicamente menos grave. O período de incubação é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias.

O nome monkeypox se origina da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. O primeiro caso humano foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo em 1970. Atualmente, segundo a OMS esclareceu, a maioria dos animais suscetíveis a este tipo de varíola são roedores, como ratos e cão-da-pradaria.

A transmissão ocorre principalmente no sexo, segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine, mas também é passada por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.

Os principais sintomas da doença são pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.

Importante destacar que os macacos não transmitem a doença.

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