Litoral Norte registra dois afogamentos de crianças em piscinas residenciais

Uma delas, de 3 anos, morreu após ficar 30 minutos embaixo da água antes de ser localizada, nesta segunda-feira (18)

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Afogamento em piscina residencial é a maior causa de morte de crianças entre 1 e 9 anos no Brasil (Foto: Divulgação)
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O Corpo de Bombeiros atendeu duas ocorrências de afogamento envolvendo crianças em piscinas residenciais no Litoral Norte, nos últimos cinco dias. Uma delas, de 3 anos, morreu após ficar 30 minutos embaixo da água antes de ser localizada.

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O caso aconteceu nesta segunda-feira (18), no Pontal da Cruz, em São Sebastião. A família de turistas acionou a equipe alegando que a criança havia desaparecido. Os bombeiros decidiram checar a piscina, que estava com a água suja, dificultando a visualização. Ela estava no fundo, inconsciente. Foi imediatamente socorrida ao UPA Centro, mas não resistiu.

No dia 13 de janeiro, no começo da noite, na Praia da Feiticeira, em Ilhabela, uma menina de 5 anos se afogou em uma das piscinas de um condomínio. Ela foi encontrada em parada cardiorrespiratória, reanimada com apoio do Samu e conduzida ao Pronto Socorro do Hospital Mario Covas, onde ficou aos cuidados da equipe médica de plantão.

Afogamento em piscina residencial é a maior causa de morte de crianças entre 1 e 9 anos no Brasil, segundo as estatísticas da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), informou o Capitão Newton Kruger Tallens, comandante dos bombeiros no Litoral Norte. “As piscinas de casas e condomínios são responsáveis por 53% de todos os óbitos por afogamento”, completa.

Dicas de segurança para evitar afogamentos

O Comandante reforça que responsáveis devem ter 100% de atenção nas crianças. Outra dica importante é cercar as piscinas e usar ralo anti-sucção, para evitar que pés, mãos ou cabelos fiquem presos.

É importante também saber como agir em caso de emergências e acionar imediatamente o 193.

Em caso de ausência de respiração, é preciso iniciar reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada da equipe especializada: 30 compressões torácicas à frequência de 100 a 120 massagens por minuto. Em seguida, abertura da via respiratória com elevação do queixo e inclinação da testa para trás.

O ciclo de compressões deve ser contínua até a chegada de profissionais de atendimento.

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