Um lobo-marinho resgatado na cidadezinha de Arari, no interior do Maranhão, será encaminhado para tratamento na cidade de Ubatuba. Aqui, o Instituto Argonauta ficará responsável por todo o processo de reabilitação do animal, incluindo os exames laboratoriais e sua posterior reintrodução na natureza.
A espécie, que vive em região litorânea, estava perdida às margens do rio Mearim, a aproximadamente 166 km da praia mais próxima. A ocorrência chamou a atenção dos pesquisadores por ser um animal que nunca havia sido registrada na região.
Os primeiros registros do lobo-marinho foram feitos por moradores que comunicaram a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Arari (Sematec) e o Instituto Amares, que é referência em ecossistemas aquáticos na região. Os órgãos enviaram técnicos para o local com o intuito de identificar e avaliar as condições físicas do lobo.
Foi formado um grupo composto por pesquisadores em mamíferos aquáticos do Brasil, incluindo membros de instituições com ampla expertise na reabilitação de animais marinhos e mamíferos aquáticos, como o Instituto Mamirauá, a Associação R3 Animal e o Instituto de Pesquisas de Cananéia (IPeC) para resgatar e estabilizar o lobo para posterior transporte para uma instituição de reabilitação localizada mais ao sul.
A empresa Mineral Engenharia e Meio Ambiente Ltda, que é gestora de um projeto de reabilitação de fauna marinha, com sede em São Paulo, foi contatada e se prontificou a viabilizar o custeio de todo o processo, que inclui a captura, estabilização e transporte até o Instituto Argonauta.
Após a captura do animal, o lobo-marinho foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres – São Luís – MA (CETAS/IBAMA), onde aguarda a viagem para Ubatuba.