Aves marinhas são devolvidas à natureza após reabilitação

Atobá-pardo, gaivota e trinta-réis-de-bico-vermelho foram resgatados em situação de risco por equipes do Instituto Argonauta

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Trinta-réis está ameaçado de extinção (Foto: Patrick Pinna)

Três aves marinhas que foram resgatadas pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias do Instituto Argonauta foram devolvidas para a natureza após reabilitação. Trata-se de um atobá-pardo (Sula leucogaster), uma gaivota (Larus dominicanus) e um trinta-réis-de-bicovermelho (Sterna hirundinacea), também conhecida como andorinha do mar.

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Eles foram resgatados nas praias do Porto Novo em Caraguatatuba, Porto Grande e Praia do Arrastão em São Sebastião, respectivamente. As três aves foram encontradas com dificuldades para voar e em risco de morte.

Os três animais foram encaminhados inicialmente para Unidade de Estabilização (UE) de São Sebastião para receberem os primeiros atendimentos. Os especialistas da unidade identificaram que o atobá estava com pneumonia, desidratado e que havia ingerido uma grande quantidade de água. A gaivota estava com febre, magra e desidratada. Já o trinta-réis estava ferido, magro e com as asas caídas.

O atobá e a gaivota foram transferidos para o Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) de Ubatuba. No local, a gaivota recebeu banhos de sol e passou por exames de laboratório. Até mesmo um exame raio-x foi realizado, mas os profissionais não localizaram nenhum corpo estranho no interior da ave.

O trinta-réis permaneceu sob cuidados na UE de São Sebastião até a sua soltura, que aconteceu no primeiro na Praia Grande. O atobá e a gaivota foram soltos na praia do Perequê-Açu. A soltura da gaivota contou, inclusive, com os aplausos de uma família que passava pelo local – que acompanhou com distanciamento e segurança o momento de libertar a ave.

Recentemente, o jornal Nova Imprensa reportou o reaparecimento dos trinta-réis no município de Ilhabela, o que não acontecia há pelos menos cinco anos. De acordo com os especialistas este retorno pode estar associado ao isolamento social e a queda do turismo na região. Como medida de proteção dessa ave migratória, os moradores locais colocaram uma placa no ilhote da Praia do Julião, alertando os turistas para manterem distância. A pequena ilha é um espaço de reprodução de pelo menos três espécies de aves marinhas, incluindo os Trinta-réis. Biólogos e voluntários instalaram boias ao redor da pequena ilha, demarcando uma distância de 20 metros de aproximação.

Segundo a equipe técnica do Instituto Argonauta, o trinta-réis-de-bico-vermelho está vulnerável a extinção. Mesmo em meio as centenas de ocorrências envolvendo os pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), a entidade comemora a soltura dos pássaros marinhos.

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