Dia Mundial do Meio Ambiente: O refúgio da Lagoa Azul em Caraguá

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Praia do Capricórnio (Foto: Analu Rigatto)
Praia do Capricórnio (Foto: Analu Rigatto)

O refúgio da Lagoa Azul, na Praia do Capricórnio, Caraguatatuba, um paraíso ameaçado, foi o lugar escolhido pela futura jornalista Analu Rigatto,de 22 anos, para homenagear no Dia Mundial do Meio Ambiente.

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O Capricórnio é praia pouco frequentada, sem quiosques ou infraestrutura para turismo, escondida na região norte de Caraguatatuba. Ao seu redor, um bairro calmo, com casas em sua maioria de muro baixo e ruas sem asfalto.

Ação entre moradores e turistas na criação de placas de conscientização
Ação entre moradores e turistas na criação de placas de conscientização (Foto: Arquivo Pessoal)

A questão preservação ambiental é fortemente debatida entre seus moradores, que agregam o bairro Delfim Verde à causa. Várias ações de conscientização são feitas, inclusive confecção de placas de conscientização ambiental, e através de uma associação de amigos do bairro muito organizada.

Algumas destas placas sofreram vandalismo nesta semana, quando turistas as arrancaram para fazer fogueira (leia aqui).

Praia do Capricórnio (Foto: Analu Rigatto)
Praia do Capricórnio (Foto: Analu Rigatto)

As ruas de terra, que forma poças de lama em dias de chuva e forma sulcos no solo, não são vistas como problema, mas como cultura.

De areia grossa e ondas fortes, Capricórnio é uma praia de tombo, tão perigosa quanto bela. Atrai, sobretudo, surfistas e poetas.

A Lagoa Azul, um rio que deságua na praia do Capricórnio, formando uma espécie de lago, por muito tempo recebeu famílias da região e praticantes de Stand Up Paddle, agora está ameaçada pelo esgoto de construções clandestinas no entorno do rio.

Denúncias foram feitas e estão sendo investigadas.

Pedra da Lagoa Azul e a Praia do Capricórnio ao fundo (Foto: Arquivo Pessoal)
Pedra da Lagoa Azul e a Praia do Capricórnio ao fundo (Foto: Arquivo Pessoal)

“O Capricórnio é meu refúgio em meio a tanto caos. Sou muito grata pela natureza que lá se faz presente e pelo chão de terra que me permite andar descalça. Amo a simplicidade e a leveza que esse lugar me transmite”, diz a estudante.

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