Esteticista visita família e volta a Caraguatatuba infectada pela Covid-19

Vítima conta como uma simples visita mudou sua vida com a infecção e morte de parentes

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Regina sai do hopsital após recuperação da Covid-19 (Foto: Divulgação/HR)
Regina sai do hopsital após recuperação da Covid-19 (Foto: Divulgação/HR)

Uma simples visita durante a quarentena pode ter consequências graves. Profissional da área de beleza e com os trabalhos suspensos por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Regina Silva de Castro, 49 anos, foi a São José dos Campos e retornou a Caraguatatuba infectada com a Covid-19, sem saber.

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Ela viajou com o marido, Vander, 34 anos, para passar alguns dias na casa da família dele o resultado do passeio foi dramático. Ele também acabou infectados pelo vírus, bem como outras pessoas da família, e Regina teve um quadro grave. A esteticista chegou a ficar internada e entubada durante dois dias. Além disso, o avô do marido não resistiu a doença e morreu.

“Meu cunhado foi visitar o avô em São Paulo e voltou doente para São José dos Campos, mas não tinha conhecimento. Passou para o pai, dois irmãos e para mim que estavam na casa. Todos nós desenvolvemos sintomas de gripe: dor de cabeça, dor no corpo e febre”, contou.

Ela e o esposo retornaram para casa e passaram alguns dias em casa até resolverem procurar a UPA Centro, no dia 5 deste mês.

“Nós dois fizemos raio-x dos pulmões. O do Vander não deu nada e o meu apareceu uma mancha. Fiz exame de sangue que comprovou a infecção pela Covid-19. Fui medicada e orientada a voltar para casa. Dois dias depois, piorei. Tive muita dor no corpo e falta de ar. Voltei na UPA Centro, onde fiquei em observação. No dia seguinte (7/5), fui transferida para Casa de Saúde Stella Maris”, disse.

A equipe médica decidiu remover a paciente, diabética e hipertensa, para o Hospital Regional do Litoral Norte (HRLN), no dia 12. Lá ela ficou entubada por dois dias.

Com Covid-19, foi parar no Regional

“Acordei sem saber o que estava acontecendo, ainda com o tubo. Foi aí que me informaram que meu diagnóstico era de Covid-19. Nesse mesmo dia, retiraram o aparelho. Daí em diante foi um trabalho de recuperação até a alta na quarta-feira (20)”, declarou.

Regina não poupa elogios à equipe de profissionais do HRLN. “No tempo de internação, todos os profissionais (enfermagem, médicos, fisioterapeutas) me trataram de uma forma muito carinhosa, fizeram inclusive chamadas de vídeo para poder falar com meu marido. Tinha muito medo que algum deles pegasse o vírus por minha causa”, ressaltou.

O final foi feliz. Mas Regina concluiu que a simples visita do cunhado ao avô, em São Paulo, e a visita à família do marido, em São José dos Campos, foi suficiente para infectar várias pessoas com a Covid-19.

“Se o irmão do Vander não tivesse ido a São Paulo e nós não tivéssemos ido para São José, durante a quarentena, a história poderia ser outra. O avô do Vander acabou falecendo de Covid-19. Por isso, ficar em casa, em isolamento social, é tão importante. Agora digo às pessoas: Acreditem que no invisível tem algo muito ruim, que pode te afetar. Essa doença é terrível, não é brincadeira”, afirmou.

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