Empresa é acusada de instalar torre de telefonia de 60 metros sem autorização

Justiça embargou a obra, mas os trabalhos seguem em andamento

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Antena da Highline segue sendo levantada sem autorização (Fotos: Márcio Pannunzio)

A empresa de telecomunicações Highline do Brasil está sendo acusada de implantar uma antena de tefefonia de forma irregular no bairro da Cocaia, em Ilhabela. A Justiça decidiu pelo embargo da obra, em liminar expedida nesta quinta-feira (24), após ação civil pública movida pelo Ministério Público. Porém, ainda na quinta, funcionários da companhia foram flagrados levantando a antena.

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Segundo os moradores do bairro, a obra está a todo vapor. A torre tem aproximadamente 60 metros, a altura de um prédio de 20 andares.

A situação foi denunciada inicialmente por um grupo de moradores da região, que fotografaram a obra e encaminharam para os vereadores da cidade. O MP deu início ao processo com acusação de crime ambiental e danos à saude pública. Porém, o alvará da Prefeitura de Ilhabela saiu alguns dias depois, sem levar em consideração os apontamentos da própria Procuradoria Municipal, que já havia identificados as supostas ilegalidades.

Segundo a ação do MP, a Highline realizou supressão de vegetação nativa da Mata Atlânticade forma irregular, além de movimentação de terra para construção da base da torre sem autorização e previsão legal, contrariando a lei municipal que define regras para terraplenagem. “As intervenções promovidas estão sendo feitas em total afronta à legislação”, diz o documento.

Até o fechamento desta matéria, a Highline do Brasil e a Prefeitura de Ilhabela não haviam respondido os questionamentos do jornal Nova Imprensa.

Luta

Outra episódio envolvendo degradação ambiental mobilizou os moradores da Cocaia na última quarta-feira (23). Uma paineira centenária que fica próxima a base da antena estava prestes a ser derrubada pela Defesa Civil, mas a comunidade interviu e conseguiu manter a árvore em pé.

Segundo os moradores, a Defesa Civil chegou a levar o veículo de poda para o local e alegou que a paineira deveria cortada por estar crescendo na calçada, mas o morador da casa que fica na frente informou que nunca pediu a remoção da planta. Para a comunidade, este é mais um fato que envolve a torre, já que a localização da árvore impacta diretamente na triangulação e emissão do sinal de telefonia.

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