Greve geral dos Correios deve seguir até terça-feira (17)

Em Caraguá e São Sebastião os trabalhadores pedem mais segurança, contratação de pessoas e manutenção de veículos e equipamentos

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Em Caraguatatuba, a agência permanece fechada (Foto: Divulgação)

A greve geral dos funcionários dos Correios que começou na última quarta-feira (11) deve seguir até terça-feira (27), segundo um trabalhador da agência de Caraguatatuba, que prefere não se identificar. Os serviços de entrega com hora marcada estão suspensos e a empresa informa que realocou “funcionários administrativos para auxiliar nas entregas”.

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O mesmo funcionário da empresa em Caraguá clama por segurança. “Fui assaltado e tive arma apontada para mim duas vezes esse ano. O psicológico fica abalado”, desabafa.

Em São Sebastião, outro funcionário que prefere não se identificar alega que o mais urgente é ter condições mínimas de trabalho. “Aqui estamos solicitando com urgência contratação de pessoal e manutenção de equipamentos. A situação é crítica, não temos bicicletas ou motocicletas e a situação dos veículos é ruim nos últimos anos”.

Em São Sebastião o trabalho também parou (Foto: Nova Imprensa)

No Brasil, a categoria pede reposição da inflação do período e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no plano de privatizações do governo federal. A categoria pede ainda que seja reconsiderada a retirada de pais e mães do plano de saúde, além de maior segurança no trabalho, melhores condições de trabalho e manutenção de benefícios, informa a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

Em carta aberta, o Sindect do Vale do Paraíba afirma que “a empresa não aceitou nem mesmo a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que prorrogaria o atual acordo coletivo. O reajuste de 0,8% que foi proposto é tão vergonhoso que sequer cobre a inflação e, ainda, querem fazer maldades como a retirada de direitos e redução dos tickets”.

A direção dos Correios informou que já entrou com ação de dissídio coletivo no TST. “A corte irá avaliar o processo de negociação, ouvindo as partes”. Segundo a empresa, o prejuízo acumulado chega a R$ 3 bilhões e a greve tende a agravar a “combalida situação econômica da estatal, que vem executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade”.

“Os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”, divulgou a empresa.

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