Homem que matou e ocultou corpo da namorada é condenado a 21 anos

O Tribunal do Júri de Caraguatatuba condenou, nesta quarta-feira (11), Adilson da Silva de Siqueira Júnior, de 26 anos, pelo feminicídio de sua namorada  Rafaela Ramos da Silva, de 16 anos. O crime aconteceu em maio de 2024, quando o autor esfaqueou e estrangulou a jovem e depois enterrou seu corpo nos fundos do sítio onde trabalhava. A sentença fixou a pena em 21 anos de prisão, em regime inicial fechado.

A decisão dos jurados acolheu as teses do Ministério Público, que apontou o réu como autor de homicídio qualificado por feminicídio, motivo fútil e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além da condenação pelo assassinato, o homem também recebeu pena pelo crime de ocultação de cadáver, uma vez que o corpo só foi localizado por cães farejadores após um intenso trabalho de buscas das forças de segurança.

Siga o canal “Nova Imprensa” no WhatsApp e fique por dentro das notícias do Litoral Norte: https://whatsapp.com/channel/0029Vb3aWJl29759dfBaD40Y

A morte aconteceu quando uma discussão banal deu início ao ataque: o homem sacou uma faca e golpeou a lateral do tórax da vítima. Durante a luta corporal, ambos caíram em uma ribanceira, onde as agressões continuaram. Mesmo ferida e implorando por piedade, a mulher seguiu sendo esfaqueada e asfixiada pelo condenado, que só interrompeu o ataque e fugiu após ser surpreendido por uma testemunha. Leia a notícia completa aqui.

Julgado por feminicídio

Durante o processo, as investigações revelaram que o relacionamento era marcado por episódios de ciúme excessivo e controle. Na época do desaparecimento, o condenado chegou a simular preocupação com o paradeiro da menor, tentando despistar a família e a polícia antes de se tornar o principal suspeito. A quebra de sigilo telefônico e depoimentos de testemunhas foram cruciais para desconstruir a versão do acusado.

A sentença deve ser cumprida inicialmente em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade. Para a acusação, o tempo de reclusão estabelecido reflete a gravidade da violência cometida contra a mulher e serve como uma resposta pedagógica da justiça local. Em sua argumentação, o promotor destacou que o réu exibiu uma brutalidade fora do comum, agindo em total contraste com qualquer sentimento de humanidade.

Familiares da vítima acompanharam o julgamento sob forte emoção e declararam que o resultado traz um alento diante da perda trágica.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *