Ki-Fogo é campeã do Carnaval de São Sebastião e Flor do Morro sobe para a elite

O brilho e a técnica da escola de samba Ki-Fogo garantiram à agremiação o título máximo do Carnaval 2026, em São Sebastião. Em uma leitura de notas tensa realizada na última terça-feira (17/02), o bairro Pontal da Cruz celebrou a vitória no Grupo Especial, consolidando um desfile que superou as expectativas de público e crítica.

O evento, realizado no tradicional Complexo Turístico da Rua da Praia, também marcou o retorno triunfal da Flor do Morro à divisão principal do samba sebastianense.

Mesmo com o rigor dos jurados e algumas penalidades técnicas aplicadas durante a apuração, a Ki-Fogo manteve a liderança na tabela. A escola chegou a perder um décimo por problemas no posicionamento de seu carro abre-alas na linha de partida, mas a superioridade nos quesitos de evolução e harmonia garantiu o troféu.

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ki-fogo

No Grupo de Acesso, a disputa foi definida no detalhe. A Flor do Morro, apresentando o enredo Mistérios e Memórias do Abrigo, somou 178,8 pontos e assegurou a primeira colocação. A vitória foi conquistada com superação, já que a agremiação enfrentou uma punição de 0,5 ponto por não atingir o número mínimo de componentes exigido pelo regulamento. A agremiação Guerreiros do Samba, do Itatinga, ficou com o vice-campeonato ao atingir 178,4 pontos, seguida pela Mocidade Independente da Topolândia, que fechou o pódio com 177,5.

A organização do Carnaval deste ano atribuiu o salto de qualidade visual e estrutural das escolas a uma mudança na gestão financeira. De acordo com a Associação das Escolas de Samba de São Sebastião (Asec), a antecipação de recursos via patrocínios privados, realizada ainda no final de 2025, permitiu que carnavalescos e comunidades tivessem maior fôlego para investir em acabamento, fantasias e alegorias de grande porte.

Enquanto o Pontal da Cruz e o Morro do Abrigo celebram, a apuração também trouxe momentos de reflexão. A Acadêmicos de São Francisco não atingiu a pontuação necessária para a permanência e foi rebaixada, devendo disputar o Grupo de Acesso na próxima temporada.

Para o presidente da Flor do Morro, Miguel Rodrigo de Souza, o título representa a união da comunidade e a força da narrativa levada para a avenida, que destacou as raízes indígenas e a formação da identidade local.

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