Polícia investiga racismo e agressões contra guarda-vidas temporário em Ubatuba

A Delegacia de Polícia Civil de Ubatuba analisa as responsabilidades criminais e uma turista acusada de injúria racial e agressão contra um guarda-vidas temporário (GVT) na manhã desta quinta-feira (8/1), na Praia Grande. O caso, que começou com o relato de uma criança perdida, evoluiu para violência física e ofensas racistas, gerando uma grande confusão.

O conflito, segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), teve início quando a mulher, exaltada, cobrou ajuda para localizar o filho. O guarda-vidas, no entanto, estava engajado em um salvamento no mar e não pôde abandonar o posto imediatamente. Segundo a denúncia, a negativa motivou a turista a chamar o profissional de ‘macaco’.

Imagens gravadas por banhistas mostram o momento em que a Polícia Militar intervém. Mesmo com o guarda-vidas algemado e imobilizado pelos policiais militares, procedimento adotado para conter a briga, a mulher aparece no vídeo continuando as agressões físicas contra o jovem.

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Investigação e posicionamento do GBMar

O GBMar se manifestou sobre o episódio no final da tarde. Segundo a corporação, “eventuais crimes estão sob análise da delegada de plantão”, que decidirá sobre o indiciamento dos envolvidos.

O episódio gerou forte comoção entre os guarda-vidas temporários, levantando rumores de possíveis protestos ou paralisações em solidariedade ao colega agredido.

Sobre essa possibilidade, o comando foi enfático. A nota oficial destaca que os GVTs são regidos por “regime especial de contratação por tempo determinado” e alertou que eventuais movimentos grevistas ou paralisações serão analisados de forma estratégica. O objetivo, segundo o GBMar, é garantir que a prestação de serviço de salvamento nas praias não seja comprometida em plena Operação Verão.

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Sobre Fernanda Veiga

Jornalista, escritora e radialista. Apaixonada pelo mar, pessoas e bichos.

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2 Comments on “Polícia investiga racismo e agressões contra guarda-vidas temporário em Ubatuba”

  1. Que vergonha a própria PM algemando um jovem que está prestando serviço como GVT , ajudando a Corporação , seria bom se todos os GVTs desse baixa e deixassem o CB se virar nas praias com seu baixo efetivo , acorda governador chama esses oficiais para uma conversa , se não sabem comandar exonera .

  2. Pelo meu conhecimento , os turistas agressores tem que ser investigado e ponido , por vários itens , os guardas vida estavam em uma ocorrência na praia , os policiais não deveriam imobilizar e algemar o mesmo , teria que algemar os agressores e levar para a delícia , injúria racial é crime , sem fiança

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