Um lobo-marinho da espécie Arctocephalus tropicalis escolheu a costeira da Prainha, em Caraguatatuba, para descansar. A visita aconteceu nesta quarta-feira (12/8) e atraiu a atenção dos banhistas.
Os especialistas do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), compareceram ao local e constataram que o animal era um macho jovem que apresentava baixo peso e cansaço. No entanto, por estar bastante alerta e sem lesões externas ou secreções aparentes, os profissionais optaram por mantê-lo sob monitoramento direto na praia, evitando estresse desnecessário.

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Com o aumento gradual do nível da água provocado pela subida da maré, o lobo-marinho deixou a faixa rochosa e retornou naturalmente ao oceano, sem que houvesse necessidade de manejo ou intervenção veterinária.
“Apesar do baixo peso e dos sinais de cansaço, ele estava alerta e não apresentava alterações que indicassem a necessidade de uma intervenção imediata. Nesses casos, a avaliação clínica e a observação do comportamento são fundamentais para definir a conduta mais adequada”, explicou a médica-veterinária do Instituto Argonauta, Mariana Zillio.
O presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo Neto, reforçou a importância de respeitar a biologia dos animais silvestres. “A intervenção nem sempre é a melhor conduta. O acompanhamento realizado por uma equipe especializada permite avaliar quando o animal realmente precisa de atendimento e quando é possível respeitar seu tempo e seu comportamento natural”, afirmou.
Orientação à população
O Instituto Argonauta ressalta que a presença de mamíferos marinhos em praias e costões nem sempre significa encalhe ou perigo, pois esses animais frequentemente utilizam a costa para descansar entre longos deslocamentos.
A orientação aos moradores e turistas que avistarem animais marinhos nas praias é manter distância e jamais tentar tocar, alimentar, molhar ou empurrá-los de volta ao mar. Em caso de avistamento de animais debilitados ou mortos na região entre São Sebastião e Ubatuba, a população deve acionar o Instituto Argonauta.

