Funcionários da Fundart confirmam greve em Ubatuba

Os funcionários públicos da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (Fundart) entregaram, na manhã desta quarta-feira (5), o comunicado oficial de paralisação total das atividades. A greve reivindica reajuste de salário, reestruturação de carreiras, combate ao assédio e outros. Segundo os servidores, a decisão ocorre em razão do silêncio da administração municipal perante a pauta.

O documento foi protocolado na sede da autarquia e encaminhado à diretoria, ao Conselho Deliberativo e ao Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública de Ubatuba. A previsão para paralisação é 17 de agosto.

Os pedidos de negociação dos trabalhadores foram apresentados em 1º de julho e reiterada em 23 de julho. Ainda de acordo com eles, transcorridos mais de 30 dias do primeiro protocolo, a diretoria da fundação não apresentou qualquer resposta formal, cronograma de providências ou proposta de negociação.

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Servidores reivindicam

Entre os principais pontos contidos na carta manifesto estão a revisão da Lei Municipal nº 3.720/2013 para reestruturação do plano de cargos e salários, a criação do cargo de Procurador da Fundart e o cumprimento de determinações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) referentes à escolaridade mínima de nível superior para cargos em comissão e gerências.

Os trabalhadores reivindicam ainda a regularização do pagamento do quinquênio, reajuste salarial e do vale-alimentação, Laudo de Insalubridade para equipes de manutenção, limpeza e acervos, além da instituição de uma política rigorosa de combate ao assédio moral e sexual com a criação de uma Ouvidoria.

A categoria ressalta que o prazo fixado até 17 de agosto visa garantir margem hábil para que a diretoria abra um canal efetivo de diálogo e negociação. Caso uma proposta concreta seja apresentada e contemple as demandas prioritárias, a paralisação poderá ser reavaliada pelos servidores.

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