O cenário paradisíaco do Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba, foi o cenário do casamento de oito casais de baixa renda. Todos tiveram a oportunidade de oficializar o matrimônio em uma cerimônia comunitária realizada nas areias da praia principal, com direito à luz do pôr do sol como pano de fundo.
A iniciativa inédita proporcionou uma celebração completa para famílias que, de outra forma, teriam dificuldades financeiras para arcar com os custos de um evento desse porte.
A estrutura oferecida não deixou a desejar em comparação a casamentos luxuosos. Viabilizada por uma parceria entre a Fundação Florestal, ligada ao governo de São Paulo, e a concessionária Green Haven Ilha Anchieta, a cerimônia contou com cerimonialista, decoração elaborada e apoio logístico total. As noivas tiveram ainda um momento de preparação exclusivo na famosa Casa de Vidro, uma das mais recentes atrações arquitetônicas do parque, antes de caminharem até o altar montado em meio à natureza.
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Para a noiva Elaine Ferreira, o momento foi a coroação de uma história que começou por acaso, quando o atual marido prestou um serviço no local onde ela trabalhava. Exatamente um ano após se conhecerem, eles disseram o aguardado sim. Elaine relatou que, ao ver o edital de chamamento público, percebeu que era a grande chance de realizar o sonho de casar na praia com toda a infraestrutura que o momento exige.
Além da emoção dos casais, o evento carrega um simbolismo histórico profundo para Ubatuba. A Ilha Anchieta, que no século passado foi marcada por abrigar um presídio de segurança máxima, continua seu processo de ressignificação.
Rodrigo Levkovicz, diretor-executivo da Fundação Florestal, ressaltou que o local deixou de ser um território associado ao cárcere para se transformar em um espaço vibrante de vida, preservação ambiental e encontros familiares.
O sucesso da cerimônia à beira-mar já faz com que os organizadores planejem os próximos passos. De acordo com a gestão da Fundação Florestal, a meta é consolidar o projeto e transformá-lo em um evento anual no calendário do Litoral Norte.
O formato adotado comprova que as Unidades de Conservação podem ir além da proteção da flora e da fauna, atuando como verdadeiros polos de transformação, garantindo direitos civis e gerando oportunidades para a comunidade local e prestadores de serviço da região.


