Implantação de barreira contra detritos no Morro do Abrigo com tecnologia japonesa avança para fase de vistoria técnica

Uma comitiva de especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) esteve em São Sebastião nesta quinta-feira (26/3), para uma visita técnica ao Morro do Abrigo. A área foi identificada como prioritária para receber a tecnologia japonesa  de barreira de contenção de fluxos de detritos.

A ação faz parte do do Projeto Sabo, que visa aprimorar o mapeamento e as soluções de engenharia que serão aplicadas para reduzir os riscos de deslizamentos e garantir maior resiliência urbana ao município.

morro do abrigo

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Durante a atividade, foram realizadas medições técnicas e avaliações detalhadas do terreno, incluindo análise do espaço físico, dimensões de rochas e características da vegetação, como a relação entre raiz e copa das árvores. O estudo abrangeu uma área de aproximadamente 200 metros acima e 200 metros abaixo do ponto definido para a implantação da estrutura, que terá cerca de 10 metros de altura.

O objetivo é refinar os estudos que darão base aos projetos básico e executivo das barreiras de proteção.

A tecnologia Sabo foca na retenção de grandes massas de sedimentos e rochas durante eventos climáticos extremos, evitando que esses materiais atinjam áreas habitadas.

São Sebastião foi selecionada para receber essa cooperação técnica internacional, que envolve o governo federal e o governo japonês, após indicação do Instituto de Pesquisas Tecnológicos do Estado (IPT), em função do evento climático extremo de 19 de fevereiro de 2023, que evidenciou a vulnerabilidade de áreas sujeitas a deslizamentos.

O município foi o primeiro do Estado de São Paulo a ser selecionado, junto com Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Blumenau, em Santa Catarina.

A presença da equipe da UFRJ reforça o caráter científico da iniciativa, permitindo que as intervenções estruturais sejam planejadas com precisão acadêmica e adaptadas à realidade geológica específica do Litoral Norte.

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