Uma ação coordenada pelo 2º Distrito Policial de São Sebastião desarticulou um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro que utilizava o sonho da casa própria para aplicar golpes em moradores do Litoral Norte. Duas mulheres, mãe e filha, foram presas, nesta segunda-feira (23), sob a acusação de vender ilegalmente unidades habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
O grupo utilizava documentos falsificados e uma organização não governamental (ONG) de habitação como vitrine para dar credibilidade às transações fraudulentas. Segundo o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 1), o prejuízo causado às vítimas é expressivo. Até o momento, 20 boletins de ocorrência foram registrados, detalhando pagamentos que variavam entre R$ 4 mil e R$ 15 mil.
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Os golpes
As vítimas acreditavam estar garantindo a entrada ou a facilitação de sorteios em programas do governo estadual, mas os imóveis nunca eram entregues. Durante a abordagem policial, uma das suspeitas tentou manter a farsa, alegando que teria reuniões agendadas com prefeitos da região naquela mesma data.
As investigações revelaram que a dupla ostentava influência política para conquistar a confiança dos clientes. Uma das detidas já havia sido candidata ao cargo de vereadora em Suzano, na Grande São Paulo, dado que era usado para reforçar a imagem de pessoa bem relacionada junto aos órgãos públicos. Para garantir o ressarcimento das vítimas, a Justiça determinou o bloqueio de um imóvel residencial e a apreensão de um veículo de luxo, modelo VW T-Cross, pertencente às investigadas.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no escritório da suposta ONG e na residência das suspeitas, os agentes recolheram computadores, celulares e documentos que passarão por perícia técnica.
A Polícia Civil acredita que o número de pessoas lesadas possa ser ainda maior e orienta que outros cidadãos que tenham realizado pagamentos à dupla procurem a delegacia para formalizar a denúncia. O órgão reforça que não existe intermediação paga para programas da CDHU e que todo processo deve ser realizado estritamente pelos canais oficiais do estado.




