A indignação de uma mãe tomou as redes sociais após seu filho de 15 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 2 e deficiência intelectual leve, ser alvo de violência física dentro de uma escola da rede estadual em Ilhabela. O episódio, registrado na manhã de quarta-feira (18/03), agora é alvo de inquérito da Polícia Civil.
Em seu relato, a mãe da vítima expressou sua dor e revolta diante da vulnerabilidade do adolescente. Ela destacou que o filho não teve sequer a chance de se defender e revelou que esta não seria a primeira vez que algo semelhante acontece.
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A agressão aconteceu nas instalações da instituição de ensino e foi protagonizado por outro aluno da unidade, que já foi identificado pelas autoridades. Os motivos que desencadearam as agressões ainda são um mistério que a investigação tenta solucionar.
Após a violência, o adolescente ferido precisou ser levado em caráter de urgência ao Pronto Socorro Municipal de Ilhabela. A equipe médica que o atendeu constatou machucados nos lábios, além de investigar queixas de dores intensas no lado esquerdo do rosto e no ombro.
Para descartar fraturas ou danos mais severos na clavícula, mandíbula e face, o jovem foi submetido a uma bateria de exames de imagem. Ele permaneceu consciente durante todo o atendimento médico, acompanhado de perto pela mãe, que em seguida procurou a delegacia.
O garoto agredido recebe suporte de uma equipe multiprofissional desde os primeiros anos de vida, devido aos impactos de suas condições neurodivergentes no desenvolvimento cognitivo, na interação social e na comunicação.
Na esfera policial, o caso foi formalizado em boletim de ocorrência como ato infracional análogo a lesão corporal, tipificado no artigo 129 do Código Penal. Como o suspeito da agressão também é menor de idade, o trâmite legal seguirá rigorosamente as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podendo resultar na aplicação de medidas socioeducativas.
Até o fechamento deste texto, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não havia emitido uma nota oficial explicando as medidas administrativas ou de acolhimento adotadas pela direção da escola em relação aos envolvidos. A mãe da vítima não foi mostrada na matéria para proteger a identidade do adolescente, que é menor de idade.


