A família de um jovem de 18 anos que teve morte encefálica autorizou a doação múltipla de órgãos na Casa de Saúde Stella Maris, de Caraguatatuba. O procedimento aconteceu na noite da última segunda-feira (15) e envolveu fígado, rins, baço e pâncreas.
Doação de órgãos

Segundo o Stella Maris, apenas depois da determinação da morte encefálica (perda completa e irreversível das funções cerebrais) é que a equipe do hospital solicitou a doação dos órgãos à família do paciente, que aceitou.
A Organização de Procura de Órgãos (OPO), do Hospital das Clínicas da Unicamp, de Campinas, foi chamada para realizar exames complementares para constatação de viabilidade do doador. Ela organiza ainda a logística e procura de órgãos e tecidos na região.
“Essa captação só foi possível graças à aceitação da família, que transformou a dor da perda em esperança para pessoas que precisavam de um transplante”, disse o gerente assistencial do Stella Maris, Silvio Rabelo. “É muito bom saber que tantas pessoas serão beneficiadas pelos órgãos captados!”, completou.
Queda nos transplantes
De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a pandemia fez com que as doações de órgãos no país caíssem 24,9% comparando o primeiro semestre de 2021 com o mesmo período do ano passado.
Neste semestre, comparando ao primeiro de 2019, houve diminuição no número de transplantes de fígado (6,9%), rim (18,4%), coração (27,1%), pulmão (27,1%), pâncreas (29,1%). Assim como, de forma mais acentuada, no transplante de córneas (44,3%), pela suspensão das atividades de grande parte dos serviços.
Houve também queda nos transplantes com doador vivo, tanto de rim (58,5%), quanto de fígado (23,6%), para evitar o risco do doador adquirir Covid durante a internação para o
procedimento eletivo.