do dom de ser invisível

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do dom de ser invisível

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coluna de opinião da série jornalística viagem pitoresca e histórica ao brasil pátria amada brasil

No bate-papo, ficou claro q a desigualdade é o nosso maior problema. Todos temos q buscar juntos uma saída estruturada p/ essa injustiça histórica. O 1% mais rico pode, deve e quer fazer muito + por esta causa.

Pensamento de Luciano Huck escrito no twitter, desse jeito mesmo com 1%, q abreviado, p/ e +, acerca de um encontro no programa televisivo papo de segunda para promover o lançamento do documentário 2021, o ano que não começou.

O título remete automaticamente ao livro seminal de Zuenir Ventura: 1968, o ano que não terminou. Teria sido involuntário esse paralelismo de títulos?

1968, o ano do recrudescimento da ditadura militar no Brasil com a decretação do AI-5, realmente, não terminou e a era bolsonarista pródiga e incansável em conferir à mentira o valor da verdade, em estimular a cizânia, em afrontar o poder judiciário e em aguilhoar a imprensa, o confirma, integralmente.

Tivesse sido feita no brasil pátria amada brasil uma revisão histórica corajosa como aquelas feitas na Argentina, no Chile e no Uruguai sobre os crimes perpetrados pelos militares mandatários das suas ditaduras hediondas, apontando responsabilidades inequívocas e criminalizando os malfeitores, e outro seria o cenário, hoje.

Porém, ela não houve. A Comissão da Verdade faleceu mal tendo nascido. Agônica, não avançou. Prevaleceu a impunidade que chancelou o direito de, novamente, repetir-se a infâmia.

Palmito, o apelido original de Bolsonaro antes de se reduzir a mito, cresceu sem limites numa democracia franzina e, pestilento, invadiu, locupletou-se e ora mortifica seu tecido celular débil.

foto: Márcio Pannunzio

Então, vivemos agora uma doença muito mais grave do que a desencadeada pelo coronavírus e como proclamam esclarecedores os cartazes brandidos com vigor pelos ativistas pela sanidade nas fotografias que os jornalões não estampam, – se um povo protesta em meio a uma pandemia é porque seu governo é mais perigoso que o vírus – brasileiros que não compactuam com o genocídio e a bancarrota do Brasil, saem, destemidos, às ruas.

É tolice, é ingenuidade, é uma ilusão pueril acreditar que esse um por cento mencionado pelo animador de auditório globo beleza queira, verdadeiramente, fazer alguma coisa por essa “causa”.

Milionários doutras paragens fazem. Financiam ciência, saúde, cultura, educação.

Por nossas plagas, no máximo, erigem estátuas da liberdade de gesso falsas, – fakes -, obedecendo à nova ortografia e arquitetura de plantão baba-ovo americanóide brega trumpista e que, por tão tranqueiras, ao primeiro dos ventos, desabam.

Aliás, rotulá-los como a elite do brasil pátria amada brasil como fez Luciano, ele mesmo, integrante dessa casta à custa de explorar a miséria brasileira fazendo que pagassem micos públicos, os vencedores pobres coitados do lata velha e lar doce lar, é um erro crasso, como bem percebeu e ressaltou Emicida, com cara de poucos amigos.

o mundo pertence aos eleitos/ desenho/ bico de pena/ 35cm x 40cm/ Márcio Pannunzio

Essa gente poderosa que se move pelos ares a bordo de helicópteros e aviões e que possui, como a família rede platinada globo huck sua própria igreja, essa já, evidentemente com glamour televisionada com a presença da angelical loura esposa do apresentador candidato vai não vai presidencial em contrita devoção religiosa publicitária nesse seu privado templo de blindex e madeira de lei modernoso, tem a particular capacidade de não nos enxergar, nós, os comuns mortais.

Quem por uns poucos instantes esteve próximo a um integrante desse um por cento bem sabe o que é desfrutar do dom da invisibilidade.

Esse dom, que não é dos super heróis da Marvel; esse dom que não é uma benção divina e tampouco fruto duma mutação genética; esse dom só existe porque esse um por centro de brasileiros não enxerga os demais noventa e nove que somos nós miseráveis pobres remediados classe média brasil pátria amada brasil na dianteira planetária de nação com a maior desigualdade social.

Esses ricaços, não nos veem. Para eles, simplesmente, não existimos.

Chamar esse grupo minoritário de milionários de elite é um acinte.

Elite é sinônimo de melhor“, nos ensinou Emicida.

Não dá pra considerar “de melhor”, gente que nasce em berço de ouro vadiando sem trabalhar em redoma luxuosa apartada do mundo cão, regiamente servida por servis serviçais, transitando sempre entre as redomas suntuosas dos seus iguais alienados.

E também gente que ficou rica ascendendo a esse um por cento fazendo trambique, peculato; se apropriando de dinheiro público através de “rachadinha”, roubando salário de assessor fantasma como fizeram inúmeros políticos rastaqueras baixo clero centrão do brasil pátria amada brasil.

O Brasil está tão atrasado que a gente precisa discutir quem é humano.

Frase de Emicida, ele, de novo, colocando os pingos nos is.

Esse um por cento aclamado como elite do brasil pátria amada brasil não considera humano quem não vive no seu mesmo nababesco estratosférico patamar de renda.

Por isso não nos enxergam e portanto, pouco se importam que morramos, quinhentos mil ou um milhão, tanto faz tanto fez, pois afinal, não somos humanos; somos, quando muito, muito muito muito menos mesmo do que seus lulus da Pomerânia.

Invisíveis; indignos de sermos vistos; perfeitamente descartáveis nessas covas que se cavam a trator em ritmo febril fabril de pandemia e de chacina na periferia.

E respondendo à pergunta de Luciano Huck que fecha o documentário 2021 o ano que não começou: pois é, será que estamos nus?

tristes trópicos/ gravura/ xilografia de topo/ 13,8cm x 15,5cm/ Márcio Pannunzio

Nessa embaraçosa, vexatória situação, estamos faz tanto tempo a perder noção de tempo e isso só não enxergam os um por cento que se aferram a viver nas suas redomas faustosas e aquela multidão de paspalhos que, inacreditavelmente, invisível a esse um por cento de endinheirados, crê fielmente na cartilha neoliberal autoritária racista homofóbica misógina negacionista deles, os reverenciando feito mitos.

relatos perdidos na posta-restante

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Márcio Pannunzio, que reside em Ilhabela desde 1989, é artista plástico, fotógrafo, ilustrador, cartunista e jornalista. Seu trabalho de artista gráfico correu mundo e conquistou doze prêmios internacionais, entre eles, na XYLON 12 – International Triennial Exhibition of Artistic Relief Printing ( Suíça ), na Biennale Internationale d’Estampe Contemporaine de Trois-Rivières, Première Édition ( Canadá ), no 3º Concurso Internacional de Minigrabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ), na BIMPE V – The Fifth International Biennial Miniature Print Exhibition ( Canadá ), na 1st International Small Engraving Salon Inter – Grabado 2005 ( Uruguai ). No Brasil foi premiado em trinta e nove ocasiões entre elas: no 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no 3º Salão Victor Meirelles, no 2º Salão SESC de Gravura, no 26º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional – Contemporâneo, no 7º e no 3º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, na VIII e na VII Bienal do Recôncavo, na II Bienal da Gravura, na 4ª e na 2ª Bienal de Gravura de Santo André, na 5ª e na 3ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino. Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e figurou entre os vencedores dos editais ProAc de Artes Visuais de 2008, 2010 e 2011. Realizou trinta e uma individuais, cinco delas no exterior. Pratica a fotografia de rua e investe também no fotojornalismo. É colaborador exclusivo da Istockphoto da Getty Images e parceiro da agência de fotojornalismo Foto Arena. Como jornalista colaborou como articulista na primeira versão do Jornal da Ilha, na Folha da Cidade, na revista por dentro do Baepi. Assina a coluna de opinião foto em foco no Nova Imprensa desde 2016.

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