artistas brasileiros pedem impeachment!

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viagem pitoresca e histórica ao brasil pátria amada brasil

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Todo mês brasileiro é pródigo de efemérides. Dia do artista plástico: 8 de maio. No dia 10, foi lançado o manifesto dos artistas pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro e na sua live de apresentação, falou em nome dos artistas plásticos, Nuno Ramos, celebridade por suas instalações grandiloquentes e polêmicas, bem como por suas enormes e pesadas pinturas carregadas de matéria melequenta escorrendo feito lágrimas.

Esse pedido cujas assinaturas se avolumam no correr dos dias vai ser um a mais a se juntar nessa pilha de equilíbrio instável posto que sua altura crescente desafia a gravidade e o bom senso com a pergunta que não cala na garganta de todos que sofrem e se revoltam: por que o processo de impeachment não é instaurado se são tantos e tão diferentes e diversos os pedidos já protocolados?

Parece que o presidente da Câmara e a maioria dos deputados vivem num mundo paralelo onde o que verdadeiramente importa é a política patrimonialista e clientelista que perverte desde sempre seu eleitorado indigente e ignorante à custa de farto dinheiro público para financiar campanha de eleição lacradora e milionária acompanhada por vezes de enriquecimento ilícito, inclusive, da parentada toda. Essa massa de gente engravatada arrostando autoridade em nome do povo não enxerga horizonte já que o seu olhar estreito colide com as paredes palacianas e o vidro escuro de carros oficiais blindados pretos onde vida outra vive que não as das ruas e quebradas. Vida outra onde mansão de seis milhões em residencial intitulado “Ouro Branco” comprada por figurão com renda incompatível a tamanho luxo e picanha de quase dois mil reais o quilo em churrasco presidencial não destoam e tampouco perturbam o sentimento e a razão.

E agora a gente com estômago pra ler o noticiário fica sabendo que na sua operosidade, o governo tem um outro gabinete antes desconhecido, um gabinete secreto, responsável pelo que já virou manchete da hora fazendo letra morta das antigas. A manchete do “tratoraço”, palavra esquisita que involuntariamente se casa com a musiquinha impertinente do agro é tech, agro é pop, agro é tudo! Campanha essa da Globo pretendendo vender um país que se modernizaria no presente pandêmico mas que na realidade, afunda feito o Titanic, logo mencionado no primeiro parágrafo do manifesto dos artistas:

Quando o Titanic afundou, em 1912, a humanidade perdeu 1.500 vidas numa única noite. A catástrofe, por suas gigantescas dimensões, é lembrada até hoje. Já nos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, em 11 de setembro, perdemos 2.996 vidas. Ambas, catástrofes de repercussão mundial. Atualmente assistimos, de maneira estranhamente naturalizada a um número maior de perdas diárias. 

 A Câmara dos Deputados, dizem pois jornalistas sérios, foi tratorada pelo executivo para a felicidade daqueles políticos rastaquera; esses bastante iguais aos que vimos na TV faz pouco tempo, embandeirados berrando chorosos e histéricos que impichavam por amor à família, à propriedade, deus, etecetera e tal ladainha merdosa por aí ladeira abaixo virando pasto fértil onde cresce formoso e vistoso o interesse odioso do poder e fenece imediatamente a vontade popular e a justiça.

Esse novo pedido de impeachment chega atrasado. Mas isso não significa que os artistas tenham se atrasado ao criticar o descalabro atual até porque foram logo as vítimas primeiras duma operosa operação de destruição da cultura brasileira cujo ápice foi aquele patético vídeo fala copiada do Goebbels ao som tonitruante de Wagner, do Ricardo Alvim.

Na música que nos alegra e nos mobiliza; nos vídeos que nos fazem pensar e clarificam a realidade; nas gravuras, pinturas, desenhos que se agigantam e se derramam pelo mundo e se grafitam pelas cidades Brasil inteiro: neles todos está vívida a assinatura dos artistas.

Quer dizer, a bem dizer da verdade, não em todos, como é caso desse grafite anônimo das fotos da coluna.

fotos: Márcio Pannunzio, muro de residencia no Perequê, em Ilhabela

 

Porque, infelizmente, além desse gabinete secreto, há um outro em palácio do planalto: o gabinete do ódio.

Laborioso nas redes insociáveis fomenta o apedrejamento cruel daqueles que repudia a ponto de por em risco a segurança deles e por isso a maior parte da pujante e contestatória arte das ruas segue sem assinatura para ocultar sua autoria.

Emblemático que esse dia de artista plástico a par com o lançamento do manifesto dos artistas pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro seja flanqueado de um lado, pelo dia da chacina do jacarezinho, 6 de maio e de outro, pelo dia da assinatura da lei áurea, 13 de maio. A primeira se elenca como efeméride do “bandido bom é bandido morto” e a segunda, como data celebratória do fim duma escravidão que não acabou pelo decreto monárquico até hoje ao reviver reiteradamente feito tortura e morte no pelourinho a tortura e a morte de tantos pobres de todas as cores sendo muito mais os pretos sempre rotulados pela autoridade de plantão como bandidos a despeito de grande parte deles não o ser. Os grandes e verdadeiros bandidos, senhores do crime e do tráfico de drogas e do roubo do dinheiro público na política, vivem bem longe das favelas onde rola solta a matança que a desinteligência da polícia acredita mesmo ser um sucesso uma fuzilaria onde morrem vinte e oito pessoas.

E, se o movimento dos artistas brasileiros conclama punição do presidente, ele, o presidente, no dia seguinte ao da chacina de jacarezinho, alegremente comemorava seu inabalável poderio correndo de moto na ponte de Abunã na distante Rondônia carregando na garupa o véio verde amarelo da havan tomando na cara o frescor do ar equatorial e o macho cheiro do cangote mítico. Os dois sem usar máscara facial e o obrigatório capacete. Tá certo que enfrentaram o risco de pegar covid ou de cair da motoca quebrando a cachola. Mas deve ter valido muito a pena esse varonil passeio transgressor, só facultado aos poderosos porque, ai de nós, simples mortais se sairmos de moto sem capacete; é multa e moto apreendida no primeiro cruzamento.

tristes trópicos/ gravura/ xilografia de topo/ matriz medindo 13,6cm x 15,5cm/ Márcio Pannunzio

 

Mas no brasil pátria amada brasil, o presidente e seus apadrinhados tudo podem, não é mesmo?

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Márcio Pannunzio, que reside em Ilhabela desde 1989, é artista plástico, fotógrafo, ilustrador, cartunista e jornalista. Seu trabalho de artista gráfico correu mundo e conquistou doze prêmios internacionais, entre eles, na XYLON 12 – International Triennial Exhibition of Artistic Relief Printing ( Suíça ), na Biennale Internationale d’Estampe Contemporaine de Trois-Rivières, Première Édition ( Canadá ), no 3º Concurso Internacional de Minigrabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ), na BIMPE V – The Fifth International Biennial Miniature Print Exhibition ( Canadá ), na 1st International Small Engraving Salon Inter – Grabado 2005 ( Uruguai ). No Brasil foi premiado em trinta e nove ocasiões entre elas: no 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no 3º Salão Victor Meirelles, no 2º Salão SESC de Gravura, no 26º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional – Contemporâneo, no 7º e no 3º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, na VIII e na VII Bienal do Recôncavo, na II Bienal da Gravura, na 4ª e na 2ª Bienal de Gravura de Santo André, na 5ª e na 3ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino. Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e figurou entre os vencedores dos editais ProAc de Artes Visuais de 2008, 2010 e 2011. Realizou trinta e uma individuais, cinco delas no exterior. Pratica a fotografia de rua e investe também no fotojornalismo. É colaborador exclusivo da Istockphoto da Getty Images e parceiro da agência de fotojornalismo Foto Arena. Como jornalista colaborou como articulista na primeira versão do Jornal da Ilha, na Folha da Cidade, na revista por dentro do Baepi. Assina a coluna de opinião foto em foco no Nova Imprensa desde 2016.

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