Dia Mundial do Meio Ambiente: A bucólica praia de São Francisco

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Praia de São Francisco - Foto: Andreia Akaki
Praia de São Francisco - Foto: Andreia Akaki

No dia mundial do Meio Ambiente, a bucólica praia de São Francisco, reduto de pescadores, é o lugar que a bióloga Mayra Aki Yamazaki Rocha, de 33 anos, escolheu para homenagear.

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Ela cresceu no bairro São Francisco e, por ser filha e neta de pescadores, desde pequena era levada para o mar e ao mesmo tempo, convivia com a vida marinha como um todo, de forma natural.

“Cresci vendo os barcos na frente de casa e convivo com a pesca até hoje, já que meu pai continua no ramo. Lembro-me, bem criança, de ficar na praia esperando meu pai e meu avô voltarem do mar, ou quando ia junto com eles”, recorda-se.

A pequena Mayra,visitando o Projeto Tamar - Foto: Arquivo Pessoal
A pequena Mayra, visitando o Projeto Tamar – Foto: Arquivo Pessoal

A primeira praia que Mayra realmente tomou banho de mar, segundo conta, foi na Ilha Anchieta, em Ubatuba.

“Sempre ia ao longo da minha infância, na época, os barcos de pesca podiam parar por lá e meu pai combinava com minha mãe de nos pegar no Saco da Ribeira para passar o dia na Anchieta. O Projeto Tamar tinha uma base lá e eu sempre visitava e eu cresci amando as tartarugas e querendo trabalhar com elas”, confessa a bióloga.”Até hoje sempre que vou à Ubatuba, dou uma passada no Tamar”.

Arquipélago de Alcatrazes

Depois de formada, acabou se envolvendo com o Arquipélago de Alcatrazes, “desde criança, toda vez que minha mãe me levava na Marinha do Brasil ou eu encontrava com algum marinheiro, pedia pra me levar lá e hoje tenho uma relação bem próxima com a ilha, o que me emociona muito…”.

Arquipélago de Alcatrazes - Foto: Patrick Pina
Arquipélago de Alcatrazes – Foto: Patrick Pina

Alcatrazes é um arquipélago localizado aproximadamente 35 km ao sul de São Sebastião, muito procurado não apenas para mergulho como também por abrigar uns dos maiores ninhais do país, com fragatas, atobás e gaivotões.

Lá, já foram registradas 91 espécies de aves, das quais 12 são consideradas ameaçadas de extinção.

Consciência

“Acho que o que precisa melhorar ainda é a relação do homem com o mar, ter a consciência de que o recurso não é infinito, que o lixo que jogamos na porta de casa vai acabar no mar, que o óleo que cai no mar, sem dúvida vai acabar no peixe que ele pesca…”, finalizou.

 

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