Projeto Treboada é lançado em plataforma digital

Essa palavra diferente significa trovoada no linguajar caiçara,, conta professora

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Ilustrações da artista plástica Isabel Galvanese

Após dois anos de elaboração e busca por financiamentos, o Projeto Treboada, criado com o objetivo de manter viva a cultura caiçara por meio das histórias contadas pela professora de São Sebastião, Neide Palumbo, foi apresentado ao público, nesta sexta-feira (3/4), em formato digital.

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O lançamento contou com a apresentação do filme Treboada, que significa trovoada no linguajar caiçara, na plataforma do YOUTUBE (bit.ly/treboada).

Outros três filmes já foram finalizados e serão disponibilizados ao público em dias alternados, mas sempre no mesmo horário e endereço eletrônico:  Panela de Presson (07/04), Trazon (10/04) e Fiscal do Ibama (14/04).

Os filmes foram produzidos em formato de animação, com ilustrações feitas pela artista plástica Isabel Galvanese.

“Participar deste projeto abriu minha cabeça porque eu já trabalhava com ilustração de livros, mas dessa vez precisei pensar na questão dos movimentos dos personagens. Além disso, quis manter o humor que existe no trabalho da Neide”, explica Galvanese.

Sobre o projeto, a ilustradora adiantou que já existem outros 11 causos gravados que podem ser transformados em animações.

“Espero que a gente consiga produzi-los no futuro até chegar ao aplicativo para ser acessado pelas escolas e também pelos turistas. Eu gostaria que todos tivessem um pouco da Neide Palumbo em casa, essa é a intenção”, adianta.

Contadora de Histórias

As histórias contadas pela professora Neide Palumbo, que deram origem ao Projeto Treboada, são baseadas em fatos reais.

“Muitas delas eu ouvi conversando com pessoas de mais idade, principalmente quando dei aula em Maresias e Paúba, na década de 60”, explica a professora.

Dona Neide conta que participar do projeto foi “fantástico” e acredita que é a melhor maneira de divulgar as histórias contadas pelos caiçaras e, assim preservar essa cultura.

“Eu acho que os vídeos enriqueceram muito as histórias, tornando-as mais atrativas, eu não mudaria nada. O meu preferido é o da Panela de Presson, que é o que as pessoas mais gostam”, conta.

Dona Neide explica que, neste momento, está sentindo uma grande expectativa para ver o trabalho sendo divulgado na mídia e como será a aceitação do público.

“Espero que as pessoas se divirtam muito com as histórias e dêem muitas risadas!”, afirma.

Financiamento

O filme Treboada, o primeiro a ser lançado, foi realizado graças a colaboração de 68 pessoas, que doaram recursos através plataforma Catarse. O financiamento coletivo levantou R$ 14.160,00.

Os outros três filmes foram feitos com o apoio do Proac (Programa de Ação Cultural), realizado pelo Governo do Estado de São Paulo.

Quem é Neide Palumbo?

Caiçara de São Sebastião, Neide formou-se professora e lecionou por muitos anos nas praias e comunidades de São Sebastião. Dava aulas em escolas afastadas aonde só se ia de barco de banana. Passava a semana com as crianças e as famílias e, assim, foi colecionando histórias e reinventando ao seu jeito.

A equipe do Grupo Treboada é formada por: Neide Palumbo (contadora de causos caiçaras), Paulo Alberton (direção e edição), Isabel Galvanese (ilustração e gestão), Bia Porto (design gráfico), Isabel Palumbo (divulgação e mídias sociais), Rowena Crowe (animação), Felipe Souza (trilha sonora), Priscila Prisco Paixão (preparação de imagens de animações auxiliares), Ana Claudia Prado e Emanuel Araújo (projeto educativo).

Legendas: Ilustrações da artista plástica Isabel Galvanese

Após o fim da quarentena, imposta pela crise causada pelo novo coronavírus, a equipe do Projeto Treboada vai organizar um evento para (re) lançar os vídeos, convidando os amigos, apoiadores e o público em geral.

 

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