Vereador cobra estratégias contra entrada do coronavírus pelo Porto

Presidente da Cia Docas apresentou boletim da Anvisa sobre medidas sanitárias a serem adotadas em pontos de risco

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Reunião aconteceu na última quarta-feira (Foto: CMSS/ Divulgação)

A preocupação com uma possível entrada de pessoas infectadas com o novo coronavírus (2019-nCOV) pelo Porto de São Sebastião foi o tema principal do encontro promovido pelo presidente da Câmara Municipal, Edivaldo Pereira Campos (Teimoso), com o presidente da Cia. Docas de São Sebastião, Paulo Tsutomu Oda, na manhã desta quarta-feira (12).

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Essa foi a primeira reunião realizada para debater o assunto e a Câmara está agendando, em data a ser confirmada, reunião conjunta com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de São Sebastião, Secretaria de Saúde do Município e Hospital de Clínicas para obter informações sobre procedimentos se o município receber algum caso suspeito e pessoas com os sintomas da doença.

Segundo Teimoso, o objetivo da Câmara Municipal é contribuir com informações à população. Daí a importância da reunião com o presidente da Cia Docas, que administra o Porto de São Sebastião, para saber quais ações estão sendo adotadas para evitar a entrada do vírus ou como atuar em caso de receber alguma pessoa infectada. “O Brasil não tem ainda nenhum caso diagnosticado, nem mesmo nos seus 27 portos. Mas é preocupante”, afirmou Teimoso.

“Infelizmente o porto é visto como porta de entrada de eventual pessoa infectada. Mas, a rigor, no nosso porto o risco é muito baixo”, explicou Paulo Oda, presidente da Cia. Docas de São Sebastião. Segundo ele, poderia haver um pouco de risco em relação aos navios da Transpetro por receber embarcações da China, o que não é o caso do Porto de São Sebastião. “Porém, “o risco iminente é nos aeroportos e não nos portos”.

Segundo Oda, o vírus tem um período de 14 dias de incubação e qualquer navio que chegue aqui já se passaram essas duas semanas a tempo de, possivelmente, a pessoa apresentar algum sintoma. Além disso, a Anvisa tem seus procedimentos para o desembarque nos portos como o pedido do livro médico de bordo. “Com esse problema, acredito que tenha aumentado o rigor na fiscalização”, frisou Oda que entregou a Teimoso o Boletim da Anvisa sobre as medidas sanitárias a serem adotadas em pontos de entrada frente aos casos do novo coronavírus, com recomendações para aeroportos, portos e fronteiras.

“A nossa confiança é depositada na Anvisa que é o órgão mais importante”, afirmou Paulo Oda que informou estar providenciando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como máscaras cirúrgicas, por exemplo, caso haja necessidade. No entanto, ele explicou que qualquer caso suspeito será direcionado a um Hospital de Referência e a questão não será resolvida em nível local.

No entanto, Teimoso afirmou a necessidade de a cidade estar preparada para qualquer eventualidade por se tratar de um município turístico. “Estamos a duas semanas do Carnaval e vamos ter um grande número de pessoas. Nossa preocupação é muito grande. Por essa razão, está sendo agendada reunião conjunta com representantes da Anvisa local, Secretaria de Saúde e HCSS para debater o assunto antes do Carnaval, explicou Teimoso.

Requerimento

Presente no encontro, o vereador Elias Rodrigues disse que todos os seus questionamentos sobre o coronavírus foram apontados no Requerimento nº 14/20, aprovado em plenário, onde ele solicita informações à Prefeitura e Anvisa sobre a possibilidade de entrada da doença pelo Terminal Almirante Barroso (Tebar) e Porto de São Sebastião. Em seu trabalho, Elias explica que o município abriga esses dois importantes terminais portuários onde, ”diariamente, desembarcam dezenas de estrangeiros e, apesar do trabalho realizado pelas autoridades portuárias, Anvisa e Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, a população tem despertado preocupação quanto à chegada do vírus”.

Ainda, no documento, Elias diz que esse é o “momento oportuno para discutir, informar a população e também preparar nossas equipes para lidar com eventuais casos do coronavírus”. Já o vereador Paulo Mathias demonstrou preocupação com a entrada, muitas vezes ilegal, de pessoas vindas da China e que desembarcam nas rodoviárias, bem como com o turismo de forma geral pois “não há como ter controle”, segundo o parlamentar.

Casos

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o Brasil permanece sem registro do novo coronavírus, que já atinge 24 países além da China. Até o momento, 8 casos suspeitos são monitorados pelo Ministério da Saúde, conforme informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até a última terça-feira (11).

Os casos suspeitos estão em Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (2), São Paulo (3), Paraná (1) e Rio Grande do Sul (1). Já, segundo Relatório Situacional da Organização Mundial de Saúde (OMS), datado de 10 de fevereiro, no mundo tinham sido confirmados 40.554 casos, dos quais 6.484 graves e 910 mortes. Desses, somente na China foram 40.235 confirmados com 909 mortes. Os restantes 319 foram confirmados em outros países com uma vítima fatal.

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