Ilhabela deve reformar e realizar testes com Aquabus

Embarcações estão em Caraguatatuba com mensalidade de R$ 21 mil por mês

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Os três aquabus foram adquirodos em 2015 por quase R$ 5 milhões (Foto: Facebook)

Durante reunião do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Ilhabela, na última segunda-feira (15), a secretária de turismo Bianca Colepicolo e todo o conselho decidiram
dar continuidade ao projeto do Aquabus nos próximos meses. A ideia inicial é realizar testes para conhecer as embarcações e rever a viabilidade do sistema aquaviário.

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A secretária afirmou que uma reforma custaria em torno de R$ 900 mil e futuramente há a possibilidade de uma parceria público-privada (PPP) ou uma concessão para operação do serviço.

As três embarcações tem capacidade para transportar 58 pessoas cada uma e custaram quase R$ 5 milhões aos cofres público. Elas permanecem em uma marina na cidade de Caraguatatuba, com um aluguel mensal de R$ 21 mil.

Os barcos foram comprados em 2015, na gestão do ex-prefeito Antônio Collucci (PPS), para operarem como transporte público entre as praias de Ilhabela, mas nunca foram usados. Na época, o serviço foi barrado porque o Ministério Público de Contas de São Paulo (TCE) identificou irregularidades na aquisição das embarcações e na licitação para fazer os píers.

Avaliação

O presidente da Câmara de Ilhabela Marquinhos Guti esteve presente na reunião do Comtur e relembrou alguns apontamentos do Ministério Público quanto à acessibilidade e os flutuantes para embarque e desembarque. “O que precisa fazer é uma adequação com os flutuantes porque os píers são muitos altos. Acredito que passarelas de alumínio são ideais, como essa que colocaram na Vila, eu fui contra os gastos na locação, mas o flutuante dessa empresa e a passarela são de boa qualidade”, explicou.

Ainda de acordo com Guti, a reforma é fundamental e a possibilidade de concessão nunca foi resolvida, mas ele acredita que o subsídio para os moradores é importante. “O subsídio é importante para o morador e precisa ter uma tarifa diferenciada para o turista, há uma discussão sobre o termo de concessão, mas seria preciso ver o contrato e avaliar a possibilidade da Fênix ou qualquer outra tocar. Um tempo atrás fizemos um levantamento e seria preciso mais de 40 funcionários, além de resolver a questão dos flutuantes e passarela, ver os pontos de vendas e a integração”, afirmou.

Durante entrevista, o presidente também enfatizou sua preocupação quanto ao uso das embarcações. Segundo ele, as que foram compradas não devem trabalhar todos os dias, apenas em finais de semana e feriado com o objetivo turístico devido a estrutura das mesmas. “Vale a pena reformar, porque será um bom atrativo, mas para o transporte de passageiros precisa pensar em outro tipo de embarcações com casco de alumínio ou de ferro, não pode ser um barco de fibra”, concluiu.

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