Prefeitura ameaça descontar parte do salário caso servidores paralisem

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Administração quer ainda condicionar pagamento de reajuste
com liberação de IPTU da Petrobras
Assembléia do Sindiserv (Foto: NI)

Por Acácio Gomes
A Prefeitura de São Sebastião apresentou uma contraproposta aos
servidores públicos, nesta segunda-feira (8), para que eles voltem a trabalhar
com a promessa que em três meses haverá uma nova negociação sobre o reajuste de
9,35% reivindicado pela categoria, mas foi rejeitada.

A administração quer ainda condicionar o pagamento do
percentual à decisão final do imbróglio jurídico travado com a Petrobras, que
têm repassado o IPTU em juízo. Ou seja, a prefeitura pretende dar o aumento
para os servidores apenas se o dinheiro da estatal for liberado. Em documento
enviado pela Administração aos trabalhadores, a prefeitura afirma ainda que só
pagará pelo dia paralisado se não houver novo movimento e teria feito uma lista
com 200 nomes para que o dia de protesto seja descontado.

Cerca de 30 trabalhadores participaram da assembleia
realizada na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São
Sebastião (Sindserv). A categoria manteve a proposta aprovada em 23 de maio,
que é a de aceitar reajuste de 4,70% a partir de julho e outros 4,65% em
outubro, totalizando os 9,35%. E marcou para o dia 27 de junho uma nova
assembleia para decidir se faz ou não uma nova paralisação.

A presidente do Sindserv, Audrei Guatura, entendeu que a
proposta enviada pelo Executivo foi vaga. “Não é absurda, porém em nenhum
momento se fala em data, apenas que voltará a negociar”, esclareceu. Ela
entende que o fato de o argumento da Administração sobre o impasse com a
Petrobras não cabe mais. “O servidor não aguenta mais essa justificativa e isso
fortalece a categoria”.
Revolta
Boa parte dos servidores presentes na assembleia mostrou-se
revoltado com os dizeres contidos no documento enviado ao Sindserv, em que a
administração afirmou que só pagará o dia paralisado em maio caso não haja um
novo movimento. Ou seja, se os servidores decidirem por uma nova parada, correm
o risco de ter o dia descontado da folha de pagamento.

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Guatura entendeu o caso como chantagem do governo. “’Não
paralisa e pagamos’. Não é assim que funciona”, comentou sobre o documento. Segundo
levantamento, pelo menos 200 servidores já tiveram seus nomes colocados na
lista para desconto do dia paralisado do salário.

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