Moradores do Sertão do Cambury saem frustrados de encontro com prefeito

Neste domingo, comunidade se reúne para avaliar a reunião e
discutir uma contraproposta e possível nova paralisação
Manifesto pede ajuda a moradores da Costa Sul (Foto: Osmar Wang/Divulgação)

Por Mara Cirino

O resultado da reunião de uma comissão de moradores do
Sertão do Cambury, na Costa Sul de São Sebastião, com o prefeito Ernane
Primazzi, o secretário das Administrações Regionais (Seadre), Sérgio Felix, e o
secretário de Habitação, Roberto Alves dos Santos, o Massa, foi considerado
frustrante pelos moradores. Neste domingo (14), a comunidade se reúne à tarde para falar sobre o
ocorrido e dessa conversa pode sair uma contraproposta. Não está descartada uma nova
paralisação na rodovia.

De acordo com a moradora e integrante da comissão, Ingrid
Reis, foi solicitada agilidade nas melhorias emergenciais que a Prefeitura está
fazendo com recursos próprios iniciados no final de maio na estrada do Sertão
do Cacau, com serviços de drenagem das águas, colocação de guias e sarjetas e
de material apropriado para garantir a acessibilidade dos usuários e o prefeito
se propôs a fazer 100 metros de calçamento por mês. 

Prefeito em reunião com moradores (Foto: Vera Mariano/PMSS/Divulgação)

A falta de pavimentação em
cerca de seis quilômetros do sertão é uma das principais reivindicações da
comunidade.
“É uma vergonha. Estamos em um mato sem cachorro”, conta e
faz as contas: daria um km a cada 10 meses, mas contando os atrasos da regional,
levaria uns 15 meses para calçar esse um km”.


Outro motivo do desânimo da comissão que participou do
encontro é que Ernane teria se recusado a reformar o PSF de Cambury e a fazer a
Farmácia no bairro sob a alegação de falta de dinheiro.

Em relação à creche, o argumento foi o mesmo, mas dessa vez,
apontado que ela só será feita após sair do dinheiro que deve receber da
Petrobras em relação a pagamento de IPTU que está sendo feito na justiça.

Quanto à obra de implantação da ponte do 2800, segundo
Ingrid, o prefeito disse que ela começará após terminar a do Cascalho, em
Boiçucanga, cuja estimativa é início de julho. “Porém, após visita da Defesa
Civil do Estado de São Paulo esta semana, soubemos que a obra foi suspensa,
pois apresentaram um projeto e fizeram tudo diferente, ou seja, tem que
derrubar e começar do zero”.


Já quanto à construção da quadra da escolinha o problema é
outro. “Ele disse que estava aguardando a aprovação do FNDE (Fundação Nacional
de Desenvolvimento da Educação) de alteração de projeto para começar a obra”.

O valor da obra é de R$ 200 mil e o projeto teve de ser
refeito e enviado novamente, mas de acordo com a moradora o FNDE ainda não o
recebeu.

Osmar Wang definiu a proposta da pavimentação como “isso vai
demorar uma eternidade para ser concluída, Tudo naquela velocidade de lesma com
derrame e sem contar que não vai ficar pronta nem em sonho neste mandato”.

Ainda na reunião, o prefeito teria pedido para os moradores fazerem
um abaixo-assinado para solicitar Sabesp e polícia na região.

Está última informação foi confirmada pela prefeitura que
disse que vão se unir e pressionar o governo do Estado por obras de saneamento
básico em Cambury e Boraceia, além de que as de Maresias sejam retomadas, “já
que as obras de pavimentação dependem fundamentalmente do saneamento básico”.
Segundo o prefeito quando assumiu a Prefeitura em 2009, a
programação da Sabesp era investir em melhorias na cidade apenas em 2016. No
entanto, com a ameaça de a Prefeitura não assinar o contrato de concessão com a
empresa, a Administração solicitou um cronograma de investimentos no município
com planejamentos de obras já para 2012.

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