Governo federal investe R$ 5 milhões para levar energia solar ao Bonete

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Sistema deve começar a funcionar em fevereiro de 2016

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Ilha do Cardoso foi uma das primeiras beneficiadas (Foto: Divulgação)



Por Daniela Malara Rossi

A comunidade tradicional da Praia do Bonete, no extremo sul de Ilhabela, terá energia solar, a partir de 2016. Conhecida por suas belezas naturais e, também pela inexistência de luz artificial, a praia receberá um aporte de quase R$ 5 milhões do governo federal, para instalação de placas solares em 164 unidades, entre casas, comércios e prédios públicos. São cerca de R$ 32 mil por sistema e apenas 14 famílias não aderiram ao projeto.

O processo está em fase de licitação para escolha da empresa fornecedora dos sistemas, que incluem a placa, um inversor e seis baterias, que terão capacidade de 80Kw (hora/ mês) de energia. O sistema poderá ligar uma geladeira, um televisor e uma rádio em cada residência, além das lâmpadas e de pequenos utensílios domésticos. A ação faz parte do programa Universalização,  o antigo Luz para Todos. A previsão da Elektro, que fará a manutenção da operação, é tudo esteja funcionando até fevereiro. Cada família deve pagar uma taxa de aproximadamente R$ 30 por mês pelo serviço.

O projeto foi encabeçado pela associação Bonete Sempre e pelo Instituto Bonete, junto aos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Os responsáveis conseguiram, também, dois sistemas para a escola municipal e para o posto de saúde da comunidade. Além disso, três famílias da Praia das Enchovas também receberão a novidade em suas casas. “A comunidade é ainda mais isolada e as pessoas de lá não tem nem um gerador para as atividades básicas, como aqui no Bonete”, contou um dos responsáveis pela iniciativa, Andre Queiroz.

Ele explicou que o projeto vai funcionar em consonância com os sistemas atuais de geração de energia, o que deverá otimizar o serviço. “Haverá uma chave para que cada morador possa escolher o uso do gerador à diesel, da hidroelétrica ou da placa solar, ampliando ainda mais a capacidade de uso da comunidade”, afirmou Andre. Ele contou também que foi protocolado um pedido para uma reforma do sistema de geração hidráulico por meio de um aporte municipal A ideia é incluir a verba na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2016. “Assim teremos duas opções eficientes e sustentáveis para geração de energia”.

De acordo com a moradora da comunidade, Paula Rodrigues, 18, a energia é muito bem-vinda, tanto pelo aspecto usual, quanto pelo caráter sustentável do projeto. “As pessoas precisam utilizar aparelhos elétricos para viver, estudar e trabalhar. Mas fico feliz que a alternativa encontrada não descaracteriza nossa comunidade, nem agride o meio ambiente”, disse a estudante.


Vale destacar também a capacidade de expansão do sistema. Os filhos dos moradores cadastrados também poderão solicitar novas placas solares, caso casem e construam outra casa, por exemplo. A Elektro deve distribuir um manual de utilização para cada família antes do início da operação, para evitar colapsos ou mau uso do sistema.

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