A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que investigava o desaparecimento e a morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, ocorrida no final de junho em Ubatuba. Acompanhe o caso aqui.
Com o encerramento do relatório técnico e a manifestação favorável do Ministério Público, a Justiça converteu a prisão temporária em preventiva da ex-patroa da vítima, a empresária Eliane Alves dos Santos, além do seu companheiro, o policial militar da reserva Irimar Castilho, e do seu sobrinho, Magnus dos Santos Neri Barbosa, conhecido como Nei.
Apesar da defesa de Eliane pedir que o processo siga em segredo de Justiça, novos detalhes que constam nos autos e em denúncias anônimas encaminhadas aos órgãos de investigação, acabaram sendo divulgados.

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Agressões, coação e execução dentro do veículo
De acordo com os relatos de testemunhas que não quiseram se identificar por medo de retaliação, Berenice teria sofrido severas agressões físicas por parte da ex-patroa no próprio estabelecimento comercial antes de ser morta. Pessoas afirmam que a vítima passou horas sendo agredida após cobrar o pagamento de seus direitos trabalhistas, estimados em cerca de R$ 4 mil, decorrentes de sua demissão. A violência teria deixado a cozinheira bastante machucada e desorientada.
A seguir, a vítima teria sido colocada na caminhonete da empresária com o auxílio do sobrinho, Magnus. Relatos indicam que Eliane teria efetuado dois disparos de arma de fogo pelas costas de Berenice enquanto ambas estavam no interior do veículo. O corpo da vítima foi posteriormente desovado em uma região de mata na estrada de Lídice, próximo a Angra dos Reis (RJ), sendo localizado apenas no dia 17 de julho.
Os relatos anônimos afirmam que Eliane colocou Berenice dentro do carro com a ajuda de seu sobrinho, Magnus. Ele teria contado a uma pessoa próxima que, quando não esperava, Eliane atirou em Berenice pelas costas dentro da caminhonete. É mencionado que a esposa de Magnus sabia de todos os detalhes da execução porque ele teria contado tudo a ela.
Além do impasse financeiro relacionado ao acerto da rescisão, as investigações apontam que Irimar Castilho exercia papel de autor moral do crime ao alimentar ciúmes e desconfianças de Eliane contra Berenice. Ele foi preso por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na Praia do Estaleiro e transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. Já Magnus entregou-se às autoridades e também teve sua prisão preventiva mantida.
Os três investigados permanecem detidos à disposição do Poder Judiciário e deverão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

