Morro do Abrigo recebe tecnologia japonesa para conter deslizamentos

O Morro do Abrigo, na região central de São Sebastião, foi uma das quatro áreas escolhidas no Brasil para receber barragens com tecnologia japonesa que fazem a contenção de deslizamentos de terra. A iniciativa faz parte do Projeto de Aprimoramento da Capacidade Técnica em Medidas Estruturais contra Movimentos Gravitacionais de Massa com Foco na Construção de Cidades Resilientes (Projeto Sabo).

O município foi indicado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicos do Estado (IPT) para receber a tecnologia, junto com as cidades de Caraguatatuba, Blumenau e Petrópolis. Outros dois projetos pilotos já estão em implantação em Teresópolis e Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

Agora, cabe à Prefeitura de São Sebastião a parte de topografia e sondagem do local. Agentes da Defesa Civil já trabalham no projeto. Já o programa de cooperação Brasil-Japão vai realizar o estudo e a implantação da estrutura. O sistema tem como principal função ‘segurar’ pedras em situação de fragilidade que podem ser carregadas por enxurradas ou escorregamentos.

Projeto Sabo

As barragens do tipo Sabo – do japonês ‘sa’ (sedimento) e ‘bo (proteção) –, consistem em estruturas projetadas para conter o fluxo de detritos por deslizamentos de terra, com o principal objetivo de proteger vidas e reduzir os riscos para a população em áreas vulneráveis.

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A iniciativa faz parte das estratégias do Brasil para adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, reforçando a proteção de comunidades vulneráveis. Essas barragens normalmente são posicionadas em áreas de risco para serem protegidas, podendo, também, ser inseridas em posições diversas na bacia hidrográfica.

Suas principais funções são: disciplinar o fluxo de detritos; diminuir declividade da curva que se encontra na parte mais profunda de um vale ou rio, reduzindo a energia potencial do fluxo de detritos; capturar parte dos sedimentos e troncos mobilizados pelo fluxo de detritos, diminuindo assim seu volume, e permitindo a passagem de uma quantidade de sedimentos que não prejudique a vida das pessoas e a segurança patrimonial nas áreas de risco; e estabilizar sedimentos ao longo da linha de maior profundidade no leito de um rio, impedindo sua inclusão no fluxo de detritos.

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