A decisão da Copa dos Campeões do Litoral Norte se transformou em um cenário de violência no último domingo (1º). O episódio aconteceu no Campo de Futebol do Centro Esportivo Municipal Ubaldo Gonçalves (Cemug), em Caraguatatuba, quando a derrota do Sebastianense, de São Sebastião, pelo Borrifos Futebol Clube, de Ilhabela, terminou com agressão ao árbitro e briga generalizada.
Logo após o apito final, a frustração da derrota escalou: torcedores invadiram as quatro linhas e partiram para cima do juiz. Cercado, ele foi jogado ao chão e virou alvo de uma sequência de empurrões e chutes. O momento de maior tensão e revolta, registrado em vídeo por espectadores que acompanhavam a final, ocorreu quando a vítima, já deitada e sem chances de defesa, recebeu uma pisada direto na cabeça.
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Prefeitura se posiciona
Diante da grave repercussão, a Prefeitura de Caraguatatuba, por intermédio da Secretaria de Esportes e Recreação, veio a público para condenar a confusão. Em nota, a administração municipal frisou seu repúdio aos atos de violência e fez questão de delimitar suas responsabilidades em relação à partida.
De acordo com o poder executivo, o torneio é uma realização privada da TV Caiçara, emissora de Ubatuba. O papel de Caraguatatuba limitou-se a ceder a estrutura do Cemug para reeber a final, além de garantir a segurança preventiva, disponibilizando policiamento e uma ambulância no local durante todo o evento.
A impunidade, no entanto, não deve prevalecer. A prefeitura confirmou que todos os invasores que participaram do linchamento ao árbitro já foram identificados. Os desdobramentos legais já saíram da esfera esportiva e as providências cabíveis, tanto na área cível quanto na criminal, estão em andamento.
Além de responderem na Justiça comum, os envolvidos devem sofrer sanções dentro do próprio esporte. Os organizadores do campeonato têm respaldo nos artigos 26 e 30 do regulamento da competição para aplicar punições rigorosas, que podem atingir não apenas os agressores individualmente, mas também as equipes com as quais possuem vínculo.
As prefeituras de Ubatuba e Ilhabela não se posicionaram sobre o caso.


