Equipes removem rede de baleia em Ubatuba; estado de saúde do animal é crítico

Depois de monitorar por dias uma  baleia-jubarte debilitada (leia aqui), os especialistas do Instituto Argonauta conseguiram livrá-la de uma rede que estava presa em sua boca. Como ela ainda permanece em Ubatuba, as autoridades ambientais reforçam o alerta para que navegantes e banhistas mantenham distância do animal.

Nesta quarta-feira (18) , a equipe de desenredamento obteve sucesso na retirada da rede de pesca, com cerca de dois metros de comprimento, que estava presa ao jovem cetáceo. O petrecho passava pela boca do animal e se estendia até a sua nadadeira peitoral esquerda, dificultando sua movimentação.

Apesar do sucesso na remoção do material, o quadro clínico do animal é considerado delicado e gera preocupação. Segundo os técnicos que realizaram a intervenção, a baleia já apresentava sinais severos de debilidade antes mesmo do procedimento. Com a dificuldade para se alimentar ela está muito magra e tem baixa reatividade a estímulos.

Siga o canal “Nova Imprensa” no WhatsApp e fique por dentro das notícias do Litoral Norte: https://whatsapp.com/channel/0029Vb3aWJl29759dfBaD40Y

baleia

Monitoramentos realizados após a retirada da rede revelaram novos sintomas alarmantes, como um odor fétido vindo do animal e uma possível deformidade na região da mandíbula, o que sugere a presença de uma infecção ou doença sistêmica grave.

O oceanógrafo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta, destacou que a decisão de intervir foi baseada em critérios técnicos rigorosos para reduzir o estresse do animal. Segundo ele, a prioridade no momento é o monitoramento contínuo e a minimização de qualquer interferência humana que possa agravar a condição da jubarte, que segue se deslocando lentamente por águas rasas na região.

A legislação brasileira proíbe a aproximação deliberada, o cerco ou a entrada na água junto a grandes cetáceos, condutas que são passíveis de punição e representam riscos reais tanto para a baleia quanto para as pessoas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *