Polícia Civil apreende adolescente de 14 anos por mensagens de ódio e suspeita de planejar ataque em Caraguatatuba

Uma operação de inteligência da Polícia Civil de Caraguatatuba identificou e interceptou, na sexta-feira (09/1), um adolescente de 14 anos suspeito de promover discursos de ódio, racismo e homofobia nas redes sociais. As investigações também apuravam indícios de que o jovem estaria planejando algum tipo de ataque ou ato de violência na cidade.

A ação foi conduzida pelo Núcleo de Observadores Digitais (NOAD) da Polícia Civil, especializado em monitoramento virtual. O trabalho de ‘patrulha cibernética’ detectou o comportamento do adolescente na internet, onde ele compartilhava conteúdos de intolerância religiosa, xenofobia e ideologias supremacistas, visando minorias.

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Investigação e abordagem do adolescente

Com base nos dados coletados, os investigadores foram até um colégio de Caraguatatuba e, posteriormente, à residência do estudante, no bairro Tarumã.  A mãe do jovem acompanhou a ação policial e o apresentou na Delegacia Sede do município.

Durante o depoimento, o adolescente confessou a autoria das mensagens discriminatórias. Ele admitiu ainda ter feito publicações que exaltavam massacres ocorridos ao redor do mundo.

No entanto, ao ser questionado sobre o planejamento de um ataque real em Caraguatatuba, o jovem negou qualquer intenção de levar a violência para o mundo físico. Ele alegou que suas postagens eram motivadas por “notícias que via na internet”.

Apreensão e desdobramentos

Um computador e um celular foram apreendidos na casa do estudante. Os equipamentos passarão por perícia técnica para verificar se havia planos concretos de atentados ou conexões com grupos extremistas.

Foi registrado um Boletim de Ocorrência de Ato Infracional análogo ao crime de preconceito (Lei 7.716/89), que abrange a prática, indução ou incitação à discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

O adolescente foi liberado sob responsabilidade dos pais, mas o inquérito segue em andamento para aprofundar a investigação sobre a conduta digital do menor.

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