GCM atende chamado de botão do pânico e salva mulher de agressor

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Caraguatatuba salvou uma mulher que estava sendo ameaçada de morte por seu ex-companheiro em sua residência, no bairro Travessão. A vítima acionou o botão do pânico, que funciona via aplicativo 190, voltado para pessoas com medidas protetivas contra violência doméstica.

Segundo o boletim de ocorrência, o indivíduo tentava invadir a casa da mulher, com socos no portão e graves ameaças. O chamado foi atendido pelo Centro de Operações Inteligentes (COI) e encaminhado a equipe da GCM, que localizou o suspeito nas proximidades do endereço. Ele ainda tentou resistir à abordagem, mas foi algemado, encaminhado à delegacia de Caraguatatuba e ficou à disposição da Justiça.

Botão do pânico

O sistema, integrado à Polícia Militar e outros órgãos de segurança, foi criado para agilizar o atendimento emergencial das vítimas de violência doméstica que estejam em situações de risco.

O botão é liberado via aplicativo para mulheres que possuam medidas protetivas de urgência, concedidas através da Lei Maria da Penha. Ele possui duas funcionalidades: a primeira é o acionamento imediato da Polícia Militar, que terá acesso à geolocalização do celular. A segunda é a gravação do som ambiente durante 60 segundos, que é enviada à equipe policial como material de apoio para a compreensão do contexto da emergência.

No Brasil, 13 mulheres foram vítimas de violência a cada 24 horas em 2024. Os dados da Rede de Observatórios da Segurança indicam que em Amazonas, Maranhão, Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, foram registradas 4.181 mulheres vitimadas, número que representa um aumento de 12,4% em relação a 2023.

O estudo aponta ainda 531 vítimas de feminicídios no ano passado. Isso significa dizer que, a cada 17 horas, uma mulher morreu em razão do gênero. Os crimes foram cometidos por pessoas próximas em 75,3% dos casos. Na grande maioria (70%), os autores foram parceiros e ex-parceiros.

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