Vacinação contra sarampo e H1N1 é prorrogada até outubro

A vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus, mas é uma maneira de resguardar os mais vulneráveis contra doenças respiratórias.

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Vacinação contra H1N1 e sarampo continua no Litoral Norte (Imagem: Divulgação)
Vacinação contra H1N1 e sarampo continua no Litoral Norte (Imagem: Divulgação)

Por orientação das autoridades de saúde do Governo do Estado, as campanhas de vacinação contra sarampo e influenza (H1N1) foram prorrogadas até o dia 31 de outubro. Para receber as doses da vacina, os interessados devem procurar a sala de vacinação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, munidos da carteirinha de vacinação.

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Em Caraguatatuba todos os postos oferecem as doses de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com exceção das UBS Tinga e Rio do ouro, na região central, e UBS Massaguaçu e Tabatinga, na região norte. Quem é atendido pela UBS Tabatinga ou Massaguaçu deverá se dirigir à EMEF Prof.ª Antonia Antunes Arouca (Massaguaçu) no mesmo horário.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, 1.153 adultos de 20 a 49 anos já se imunizaram com a tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola, em Caraguá. Contra influenza, foram 33.651 pessoas, entre idosos, crianças (de seis meses a cinco anos), puérperas (com 45 dias pós-parto), grávidas e trabalhadores de saúde.

Em Ilhabela, a vacinação contra sarampo segue até 31 de outubro, já a da gripe encerrou-se dia 31 de agosto. A campanha ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8h às 16h30.

Em São Sebastião não há campanha, porém algumas doses ainda estão disponíveis nas UBS. Os interessados precisam consultar os profissionais de saúde para verificar a possibilidade de receber as doses.

Quem pode se vacinar

Contra sarampo, pode se vacinar a população adulta, de 30 a 49 anos, além de crianças e jovens, de seis meses a 29 anos, que estão com a carteirinha de vacina desatualizada. Contra influenza, podem tomar adultos entre 55 e 59 anos, puérperas, crianças (de seis meses a cinco anos) e gestantes, que são o público-alvo desta etapa.

Vacina e coronavírus

A vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus, mas é uma maneira de resguardar os mais vulneráveis contra doenças respiratórias, que podem impactar o sistema imunológico e favorecer o aparecimento de outras infecções.

“A campanha é muito importante em um momento de pandemia do Covid-19 para diminuir a incidência de infectados com Influenza. Essas pessoas deixam de procurar os prontos socorros dos hospitais, diminuindo a transmissão e aumentando o diagnóstico preciso do coronavírus”, diz Dr. Ivan França, head do Departamento de Infectologia e do SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) do A.C.Camargo Cancer Center.

Segundo o infectologista, o paciente imunocomprometido (ou seja, aquele que possui alguma doença que diminui a imunidade, como o câncer, por exemplo) é prioridade. “Assim como as pessoas que moram com um paciente em tratamento, elas também devem ser vacinadas, pois podem levar a gripe para casa”, alerta.

A recomendação também se estende para pacientes que estão em quimioterapia, radioterapia, pós-operatório ou qualquer outro tipo de tratamento oncológico.

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