Grupo se une e produz máscaras de tecido para policiais

Mais de 50 pessoas já se uniram a causa e entregaram mais de 600 unidades para profissionais de áreas que não podem parar na quarentena

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Já são mais de 600 unidades doadas em Caraguatatuba (Fotos: Arquivo Pessoal)

Um grupo formado de pessoas anonimas uniu forças para confeccionar máscaras de tecido e doar para os policiais militares de Caraguatatuba. O produto está em falta em diversas regiões do Brasil devido a crescente demanda por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19).

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Hoje a ação já reúne mais de 50 profissionais direta e indiretamente e as doações se expandiram para trabalhadores de outros setores que também não podem parar na quarentena. Até o momento foram destinadas mais de 600 máscaras para profissionais da segurança, da saúde, da limpeza e outras áreas que não podem parar.

“Nossa maior dificuldade, no momento, é aquisição de material para fabricação das máscaras, já que as lojas estão fechadas devido ao protocolo de segurança”, conta Cíntia Mayumi Mizuno Kakuda, 40 anos, funcionária pública, que iniciou o projeto.

“Em conversa com meu marido, que é policial, soube que as máscaras cirúrgicas estavam em falta. Ficamos preocupados e decidi procurar um vídeo na internet. Achei que conseguiria fazer a máscara”, conta. Ela tinha uma máquina de costura em casa e decidiu testar.

O protótipo foi feito com tecido que ela possuía em casa e o elástico retirado de uma caixa de presentes.

“Meu marido levou para o batalhão e foi muito bem aceita. Em pouco tempo várias pessoas compraram a ideia e nossa amiga Kátia, dona de uma loja de aviamentos, nos cedeu material”.

Houve quem emprestou sua máquina de costura parada para outra pessoa trabalhar. Na equipe participam ainda professoras, esteticistas, profissionais da saúde e diversas outras pessoas que se engajaram para levar além das máscaras, esperança e conforto para quem se arrisca na rua.

A corrente do bem acabou se unindo a outro projeto da cidade, o “Eu faço para você”, que sempre se envolve em causas sociais. Várias pessoas do Centro Espírita Bezerra de Menezes e os pastores da Igreja Evangélica Bola de Neve se uniram em um mesmo propósito, conta Cíntia. “ Quem não sabe costurar ajuda cortando, doando ou arrecadando materiais, lavando as máscaras e passando, embalando. Sempre é possível ajudar de alguma forma”.

“Nós estamos fazendo ainda. Pois ainda precisamos de muitas, até porque não sabemos por quanto tempo essa situação vai se manter. Na verdade, a necessidade é crescente, não só para os policiais, como para outras áreas e para a população”, ela explica.

Tem muita gente que está quietinha em casa, mas também pode fazer algo, também pode ajudar. Nem que seja doando algo, como tecido, linha, elástico, sabão neutro, lysoform, embalagens para embalar as máscaras esterilizadas, fita ou adesivo para lacrar”.

As voluntárias Anahy e Yukio escreveram frases de agradecimento, incentivo e desenhos na etiqueta que fechava o pacotinho das máscaras que foram entregues aos policiais que estavam trabalhando, como forma de mostrar a empatia de todos os municípes.

Quem desejar ajudar de alguma forma, pode se informar com o departamento de comunicação social do 20°Batalhão da Polícia Militar de Caraguatatuba ou com os voluntários.

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