Funcionários do Porto participam de mutirão contra dengue

Este ano houve um aumento de 71% nos casos da doença em relação ao mesmo período de 2019

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Mutirão acontece no Mangue do Colhereiro (Foto: Divulgação)

Os funcionários da Companhia Docas de São Sebastião junto a Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do Departamento de Vigilância Epidemiológica e a da Dersa, participam nesta quinta-feira (20), a partir das 8h, do mutirão de limpeza no combate à dengue no Mangue do Colhereiro, ao lado da balsa de São Sebastião – Ilhabela.

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A cidade de São Sebastião está em alerta em razão do aumento do número de casos de dengue no último trimestre, segundo a Vigilância Epidemiológica do município. Um grande fator de risco é o lixo acumulado nos manguezais que contribui para o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor.

Brasil

Segundo o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, até o fim de janeiro foram contabilizados 57.485 casos prováveis da doença em todo o país – a estimativa é que este número já chegue próximo dos 100 mil, somando os dados das secretarias de saúde dos municípios e estados. Se os dados forem confirmados, teremos um aumento de 71% em relação ao primeiro bimestre de 2019.

Para a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Glaucia Fernanda Varkulja, do Hospital Santa Catarina, estamos próximos a um novo surto de dengue, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste. “A incidência é relativamente cíclica, e para 2020 já esperávamos um comportamento mais agressivo”, afirma.

Transmissão

A dengue é transmitida apenas pela fêmea do mosquito Aedes aegypti (assim como a zika e chikungunya). Quando esse mosquito pica alguém contaminado com o vírus, passa a carregá-lo por toda a sua vida e transmiti-lo para as outras pessoas que venha a picar. Porém, mesmo infectado, o mosquito só se torna infectivo (apto a disseminar o vírus) entre 10 e 12 dias, após se alimentar com o sangue de alguém infectado.

A fêmea precisa do sangue humano para amadurecer seus ovos; e para reprodução, deposita seus ovos em ambiente aquático (para eclodir e se desenvolver aos estágios de larva, pupa e, finalmente, mosquito). Quanto maior a longevidade desse grupo de mosquitos, maior a chance de termos elementos infectivos. As altas temperaturas e grande incidência de chuvas do verão ajudam na proliferação do Aedes.

Prevenção

Medidas simples, como substituir a água dos pratos de vasos por areia; manter as caixas d’água tampadas; cobrir reservatórios de água e piscinas; e não deixar expostos materiais que possam acumular água (garrafas, latas e pneus, entre outros) ajudam toda a vizinhança.

Para o uso pessoal, é indicado o uso repelentes e evitar a exposição em horário de atividade da fêmea do mosquito (os hábitos são diurnos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer).

Mutirão

8h – Café da manhã (Sede Operacional da Dersa)
8h45h – Início do mutirão de limpeza
10h45h – Fim do mutirão de limpeza
11h – Encerramento

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