Suspeitos de assaltos em ônibus são identificados pela polícia

Investigador fala sobre os casos que ocorreram na Costa Sul e classifica os infratores como "pés de chinelo"

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Polícia Civil investiga os casos (Foto: Divulgação)

Nos meses de abril e maio, a costa sul de São Sebastião sofreu com diversos casos de roubos coletivos em ônibus da Ecobus, nos bairros de Juquehy e Camburi; segundo a Polícia Civil, quase todos os envolvidos são moradores locais, dependentes químicos, e já foram identificados, mas teriam fugido da cidade.

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Em entrevista exclusiva ao jornal Nova Imprensa, o investigador-chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), Ricardo Marques, sua equipe já identificou os envolvidos. “Um dos suspeitos de participar dos assaltos foi identificado, mas sabendo que sua prisão foi decretada, sumiu. Em outro caso, o motorista nos acionou pois havia um homem no ônibus com um punhal e um soco inglês na mão”, informa. A Polícia fez um bloqueio, o coletivo foi interceptado e o rapaz revistado, mas ele não havia anunciado assalto; alguns passageiros ficaram com medo e avisaram o motorista, que chamou a polícia.

O investigador explica ainda que em Camburi, “dois homens do sertão pediram para um ônibus parar, já era noite. Um ficou na porta e o outro pegou o dinheiro do motorista”.

Os suspeitos foram identificados e Marques os chama de “pés de chinelo” devido o valor dos assaltos. “Roubam R$ 50 para comprar crack, mas mal sabem eles o problema que terão, pois com assalto a sentença é alta porque inclui grave ameaça, então roubar R$50 ou R$100 no ônibus de forma violenta,  resulta em tempo muito maior de detenção”, explicou.

Outro fato ocorreu no mês de abril e o suspeito foi detido alguns dias após o crime, confessou e foi indiciado e solto por ter escapado do flagrante. “Ele tem 22 anos e além do ônibus, também roubou dois mercados, um em Juquehy e os outros dois em Boiçucanga. Nós solicitamos a prisão dele porque está se tornando um cara perigoso pra ficar solto nas ruas. Ficamos sabendo que ele está internado em uma clínica de reabilitação e iremos até lá realizar a prisão”, conclui o investigador.

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