Final da década de sessenta e Ilhabela era um lugarejo onde conviviam caiçaras e alguns estrangeiros. E no meio desses últimos, uns poucos artistas. Mas que artistas! Seus nomes hoje figuram nas enciclopédias de arte, apesar de por aqui quase ninguém mais saber quem foram.

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Vamos pois então nomeá-los: Giba Ilhabela, Gilda Pinna, Pituca, Lavínia das Ilhas, Jannik Pagh, Rafael Desimone, Yraê Aranha, Durval Palermo, Henrique Smith, Maciej Babinsky, Fernando Odriozola. A maior parte deles, morreu. Giba vive em Fortaleza. Jannik e Lavínia, casal encantador, mudou-se para a Dinamarca faz bastante tempo. Pituca e Gilda continuam ativas na Ilha.

Esse conjunto de artista talentosos foi o responsável pela criação de um dos mais longevos salões de arte do país, o Salão Waldemar Belisário.

Obras suas, emprestadas de colecionadores, foram exibidas na exposição “os pioneiros da arte na ilha” possibilitando que muita gente tivesse a oportunidade de reconhecer seu valor.

Ilhabela hoje conta com um número expressivo de artistas, mas eles todos juntos não tem força para ofuscar a grandiosidade do trabalho desses pioneiros. É uma pena que a cidade não tenha uma pinacoteca com quadros deles. Todavia, é bom saber que as últimas edições do salão que criaram com tanto empenho, instituíram um prêmio aquisição para justamente engrandecer o patrimônio artístico de Ilhabela e é de se esperar que no futuro exista uma pinacoteca municipal dotada de uma coleção invejável.

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Márcio Pannunzio
Márcio Pannunzio, que reside em Ilhabela desde 1989, é artista plástico, fotógrafo, ilustrador, cartunista e jornalista. Seu trabalho de artista gráfico correu mundo e conquistou doze prêmios internacionais, entre eles, na XYLON 12 – International Triennial Exhibition of Artistic Relief Printing ( Suíça ), na Biennale Internationale d’Estampe Contemporaine de Trois-Rivières, Première Édition ( Canadá ), no 3º Concurso Internacional de Minigrabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ), na BIMPE V – The Fifth International Biennial Miniature Print Exhibition ( Canadá ), na 1st International Small Engraving Salon Inter – Grabado 2005 ( Uruguai ). No Brasil foi premiado em trinta e nove ocasiões entre elas: no 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no 3º Salão Victor Meirelles, no 2º Salão SESC de Gravura, no 26º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional – Contemporâneo, no 7º e no 3º Salão UNAMA de Pequenos Formatos, na VIII e na VII Bienal do Recôncavo, na II Bienal da Gravura, na 4ª e na 2ª Bienal de Gravura de Santo André, na 5ª e na 3ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino. Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e figurou entre os vencedores dos editais ProAc de Artes Visuais de 2008, 2010 e 2011. Realizou trinta e uma individuais, cinco delas no exterior. Pratica a fotografia de rua e investe também no fotojornalismo. É colaborador exclusivo da Istockphoto da Getty Images e parceiro da agência de fotojornalismo Foto Arena. Como jornalista colaborou como articulista na primeira versão do Jornal da Ilha, na Folha da Cidade, na revista por dentro do Baepi. Assina a coluna de opinião foto em foco no Nova Imprensa desde 2016.

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