Final da década de sessenta e Ilhabela era um lugarejo onde conviviam caiçaras e alguns estrangeiros. E no meio desses últimos, uns poucos artistas. Mas que artistas! Seus nomes hoje figuram nas enciclopédias de arte, apesar de por aqui quase ninguém mais saber quem foram.

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Vamos pois então nomeá-los: Giba Ilhabela, Gilda Pinna, Pituca, Lavínia das Ilhas, Jannik Pagh, Rafael Desimone, Yraê Aranha, Durval Palermo, Henrique Smith, Maciej Babinsky, Fernando Odriozola. A maior parte deles, morreu. Giba vive em Fortaleza. Jannik e Lavínia, casal encantador, mudou-se para a Dinamarca faz bastante tempo. Pituca e Gilda continuam ativas na Ilha.

Esse conjunto de artista talentosos foi o responsável pela criação de um dos mais longevos salões de arte do país, o Salão Waldemar Belisário.

Obras suas, emprestadas de colecionadores, foram exibidas na exposição “os pioneiros da arte na ilha” possibilitando que muita gente tivesse a oportunidade de reconhecer seu valor.

Ilhabela hoje conta com um número expressivo de artistas, mas eles todos juntos não tem força para ofuscar a grandiosidade do trabalho desses pioneiros. É uma pena que a cidade não tenha uma pinacoteca com quadros deles. Todavia, é bom saber que as últimas edições do salão que criaram com tanto empenho, instituíram um prêmio aquisição para justamente engrandecer o patrimônio artístico de Ilhabela e é de se esperar que no futuro exista uma pinacoteca municipal dotada de uma coleção invejável.

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Márcio Pannunzio
Márcio Pannunzio é artista plástico, trabalhando com desenho, gravura, pintura e fotografia. Fez trinta e sete individuais, cinco delas no exterior. Participou de mais de uma centena de certames internacionais de gravura e foi premiado na XYLON 12 – International Triennial Exhibition of Artistic Relief Printing ( Suíça ), na Biennale Internationale d’Estampe Contemporaine de Trois-Rivières ( Canadá ), na BIMPE V – The Fifth International Biennial Miniature Print Exhibition ( Canadá ), na 11ª Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe ( Porto Rico ), na 3rd International Biennial Racibórz 2000 Poland ( Polônia ), na The 3rd International Mini Print Cluj-Napoca ( Romênia ), no 3º Concurso Internacional de Mini Grabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ), na 5ª Bienal Nacional de Grabado en Relieve – 1ª Iberoamericana XYLON Argentina, na III Bienal Argentina de Gráfica Latinoamericana 2004, na 1st International Small Engraving Salon Inter-Grabado 2005 ( Uruguai ), na 2ª e na 3ª Muestra Internacional de Miniprint en Rosário ( Argentina ). No Brasil foi premiado em quarenta e cinco ocasiões, entre elas, no 10° Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 3º Salão Victor Meirelles, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na II Bienal da Gravura, no 2º Salão SESC de Gravura, na VIII e na VII Bienal do Recôncavo, na 4ª Bienal de Gravura de Santo André, na 3ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino. Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e premiado nos Programas de Ação Cultural do governo do estado de São Paulo – ProAcs Edital de 2008, 2010 e 2011 e ProAc ICMS de 2013.

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