Marcha da Maconha confirma segunda edição em Caraguatatuba e pauta debate sobre uso medicinal e terapêutico da Cannabis

A organização da Marcha da Maconha de Caraguatatuba confirmou a realização da segunda edição do evento no município, agendada para o dia 22 de agosto. O movimento, que defende publicamente a regulamentação do uso medicinal e recreativo da erva, promete trazer para as ruas do Litoral Norte discussões amplas sobre direitos individuais, segurança pública e, principalmente, os avanços científicos relacionados aos tratamentos de saúde que utilizam substâncias derivadas da planta.

O foco central das mobilizações deste ano está ancorado no aprofundamento do debate sobre a utilidade terapêutica da Cannabis.

Os detalhes logísticos relativos ao horário de concentração, o itinerário da caminhada pelas avenidas da cidade e a programação de debates e panfletagens serão divulgados pelos organizadores nas próximas semanas, nas redes sociais. A expectativa dos idealizadores é atrair um público diversificado, composto por estudantes, ativistas, juristas e familiares de pacientes que utilizam o óleo da Cannabis, consolidando o evento como um espaço de diálogo democrático e desmistificação do tema na região litorânea.

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Grupo defende uso medicinal da maconha

Cientistas e profissionais da saúde têm acumulado evidências robustas sobre a eficácia do canabidiol, uma das substâncias ativas encontradas na planta, no controle de convulsões em pacientes com epilepsia refratária, na redução de tremores decorrentes do Mal de Parkinson e no alívio de dores crônicas associadas a doenças como a fibromialgia.

O composto atua diretamente no sistema nervoso central, apresentando propriedades ansiolíticas e anti-inflamatórias sem gerar os efeitos psicoativos da erva.

Além do CBD, o uso integral e controlado da Cannabis medicinal tem sido associado à melhora significativa na qualidade de vida de pacientes oncológicos, auxiliando na redução de náuseas provocadas pelas sessões de quimioterapia e estimulando o apetite.

Os defensores da pauta ressaltam que o acesso democratizado e a regulamentação clara do plantio para fins científicos e farmacêuticos no Brasil são fundamentais para baratear o custo dos medicamentos, que hoje ainda pesam no orçamento de famílias que dependem de importação ou de decisões judiciais para o tratamento de crianças e idosos.

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